sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ser Chique Sempre.

" Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas davida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa oucloset recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.Chique mesmo é quem fala baixo.Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas,nem por seus imensos decotes enem precisa contar vantagens,mesmo quando estas são verdadeiras.Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.Chique mesmo é ser discreto,não fazer perguntas ou insinuações inoportunas,nem procurar saber o que não é da sua conta.Chique mesmo é parar na faixa de pedestreÉ evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e àspessoas que estão no elevador.É lembrar do aniversário dos amigos.Chique mesmo é não se exceder jamais!Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, eprestar verdadeira atenção a sua companhia.Chique mesmo é honrar a sua palavra,ser grato a quem o ajuda,correto com quem você se relacionae honesto nos seus negócios.Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer,ainda que você seja o homenageado da noite!Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo,de  se lembrar sempre de o quão breve é a vidae de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar,na mesma forma de energia.Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor,não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrare não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!"
                                                                                                                         Glória Kalil

O valor de um Sorriso

Um Sorriso não custa nada e rende muito...
Enriquece quem recebe, sem empobrecer quem dá...
Dura somente um instante, mas seus efeitos permanecem para sempre...
Ninguém é tão rico que dele não precise...
Ninguém é tão pobre que ele não possa oferecer a todos...
Com ele vai a Felicidade a todos e ela se espalha por toda parte...
Ele é o símbolo da Verdadeira amizade e da boa vontade...
É alento para os desanimados, alegria aos triste, repouso aos cansados, esperança para os desesperados...
Um sorriso não se compra, não se vende e nem se empresta...
Não há moeda no mundo que possa pagar o seu valor...
Não há ninguém no mundo que precise tanto de um sorriso, como aquele que não sabe mais sorrir...
Um grande  e belo sorriso a todos vocês meus amigos.
Um grande abraço fiquem com Deus.
Este é o meu desejo.

Dez Discas para Ser Feliz!!!

COMO BUSCAR A FELICIDADE?
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. 

2. Tenha bons amigos  e que sejam divertidos, "Pois Quem Tem Um Amigo Tem Um Tesouro"
   
3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre: Orkut, Facebook, Blog, Artes, Meio Ambiente, Música, Teatro, Cinema, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

4. Aprecie mais as pequenas coisas, "pois são elas que provocam as grande mudanças!"

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem: Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida é Jesus Cristo. 
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, Amigos, Animais, Plantas, Hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de tristeza. Faça uma viagem  até a um país diferente, uma cidade especial...
    
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Se puder  partilhe esta mensagem com alguém! 

PACTO DAS CATACUMBAS DA IGREJA SERVA E POBRE

Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:
1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.
2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata.
3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s.
4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7.
5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15.
6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19.
7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4.
8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese.
Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27.
9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s.
10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16.
11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos:
a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres;
a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez o Papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria.
12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim:
esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles;
suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo;
procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...;
mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10.
13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces. AJUDE-NOS DEUS A SERMOS FIÉIS.
Notas:
1. Publicado no livro "Concílio Vaticano II", Vol. V, Quarta Sessão (Vozes, 1966), organizado por Boaventura Kloppenburg (p. 526-528).

Como estudar, segundo São Tomás de Aquino.


Caríssimo João, [Antonio Alves] meu amigo em Cristo.
Já que me pediste de que modo te convém estudar a fim de conquistar o tesouro da ciência, dou-te os seguintes conselhos:
- Procura não entrar imediatamente no mar, mas através dos riachos, pois e preciso progredir das coisas mais fáceis para as mais difíceis. Eis, pois, minha advertência e eis tua norma;
- Exorto-te a seres tardo no falar e avesso a freqüentar os salões;
- Mantém pura a tua consciência;
- Não deixes de te entregar a oração;
- Prefere ficar quieto em teu quarto, se desejas ser introduzido no quarto dos vinhos (da Sabedoria);
- Sê amável para com todos;
- Não te perguntes em verdade o que fazem os outros;
- Não tenhas excessiva familiaridade com ninguém, pois isso gera desprezo e fornece ocasião para te afastares do estudo;
- Não te intrometas nas questões mundanas;
- Foge sobretudo de vaguear para cá e para lá (discursus);
- Não deixes de seguir os exemplos dos santos e das pessoas boas;- Não olhes quem te fala, mas tudo o que ouves de bom, confia-o a memória;
- Procura compreender o que lês e ouves;
- Esclarece as duvidas;
- Como alguém que deseja encher seu recipiente, também tu esforça-te por guardar, no escrínio de tua mente, o máximo de coisas que puderes;
- Não busques o que supera as tuas capacidades (cf. Eclo 3,2).
Seguindo essas pegadas, emitiras e produziras folhas e frutos úteis na Vinhado Senhor dos exércitos durante todo o curso de tua vida. Caminhando por essa via, poderás chegar ao termo a que aspiras.

Vivemos atualmente em um clima de grande desconfiança, numa sociedade em que as pessoas não conseguem mais confiar umas nas outras. Isso se tornou tão marcante que até chegamos a pensar se o homem ainda é capaz de amar. 
Contudo, sabemos que “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16) Esta é a imagem que nós, cristãos, temos de Deus e por conseguinte este é nosso caminho já que fomos criados pelo Amor e para o Amor.
Mas, diante desta afirmação, de que o homem foi feito para amar,  parece que o homem não é mais capaz de amar; com isso surge a interrogação: o que será necessário para tornar o homem capaz de amar?
A partir desta questão é fundamental lembrarmos o que São Paulo nos diz: “Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Como diz a Escritura: «Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.» Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Romanos 8, 36-39) 
Depois desta afirmação paulina é que entenderemos que: “Tornamo-nos capazes de amar, quando nos descobrimos amados primeiro, envolvidos e conduzidos pela ternura do amor rumo a um futuro, que o amor constrói em nós e por nós”, como afirma Bruno Forte em seu Livro, A Teologia como Companhia, memória e Profecia.
Acredito que é por esta linha de pensamento que encontraremos uma solução para a nosso problema. Nós voltaremos a nossa origem quando descobrirmos que fomos feito para o Amor. Por isso devemos manifesta este Amor de Deus, ou ainda Este Deus, que é o Próprio Amor e que habita em nós. Só assim seremos capazes de amar.
É importante lembrar que Amar a Deus é amar ao próximo, que nem sempre é fácil mas é necessário. Isto me fez lembrar de uma fábula que recebi por e-mail de uma amiga, muito especial, ela diz o seguinte: “durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.  Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram”. 
Portanto, o Amor de Deus é assim, não escolhe apenas os perfeitos, mas os que tem espinhos, erros, defeitos os mais frágeis e excluídos. Tudo isso nos ensina que o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades. Que todos nós possamos aprender com os erros e acertos e descobri a magia da convivência e da paciência, afinal ter "um amigo fiel é uma poderosa proteção; quem o encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor".
Um grande abraço a todos os meus amigos e amigas.
Fiquem com Deus.
Antonio Alves

Caminhando e Conversando com Jesus

"Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"

Lucas 24, 13-32
“Nesse mesmo dia, dois discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam a respeito de tudo o que tinha acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: O que é que vocês andam conversando pelo caminho? Eles pararam, com o rosto triste. Um deles, chamado Cléofas, disse: Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que aí aconteceu nesses últimos dias? Jesus perguntou: O que foi? Os discípulos responderam: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em ação e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Nossos chefes dos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo, e não encontraram o corpo de Jesus. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos, e estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo, e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas ninguém viu Jesus. Então Jesus disse a eles: Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória? Então, começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles. Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras? Na mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze, reunidos com os outros. E estes confirmaram: Realmente, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão! Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão”.

A Palavra de Deus ajuda a entender os fatos de nossa vida e aquece o  nosso coração de discípulo. As Sagradas Escrituras indicam o caminho ao qual devemos seguir, o mesmo de Jesus. Os discípulos de Emaús reconhecem o Mestre e expressam seu entusiasmo dizendo: Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"
O coração aquecido pelo Senhor lhes incentivou para o dinamismo, para a missão. É com ardor renovado pela presença e proximidade com  Jesus Ressuscitado que os olhos deles se abrem, o coração se aquece. Agora o novo ardor alastrar-se. Sai do coração e chega  à mente, à consciência e move os pés dos que saem para anunciar a Boa Nova, da mesma forma deve acontecer coma gente. Eles compreendem e interpretam o caminho percorrido, ou seja, olham com os olhos do Ressuscitado para a sua vida cristã. Essa tomada de consciência, interpretando o próprio itinerário, é fundamental no processo catequético.
Os discípulos, ao reconhecerem Jesus, retomam o caminho para Jerusalém. Há um novo olhar, uma nova motivação, uma luz no horizonte. Durante o afastamento, distanciamento da comunidade, caminharam para Emaús à luz do dia, mas havia escuridão por dentro, com a gente acontece a mesma coisa, ou seja, quantas vezes não notamos a presença de Jesus em nossa vida, não enxergamos a nossa realidade e nem as necessidades   de nossos irmãos; depois que o Mestre se revelou, atravessaram a escuridão da noite, sem medo de tropeçar, porque o coração pulsava de alegria, cheio de luz. 
Que também nós, a exemplo dos Discípulos de Emaús, possamos fazer esta experiência de reencantamento na fé, que nos anime e que envolva as pessoas com as quais convivemos, nossos familiares, amigos, catequizandos, companheiros catequistas e tantos que passam por nossa vida. Esta experiência é parecida com a lembrança do primeiro amor, que a gente nunca esquece.
O chamado à missão decorrente do nosso Batismo implica uma resposta livre, um ato de confiança em Deus. Neste sentido, a ação evangelizadora, catequética e pastoral da Igreja ajuda os batizados a descobrirem a beleza do seguimento de Jesus Cristo como uma proposta de vida coerente com o Evangelho. O comprometimento com Jesus Cristo entusiasma outras pessoas a pertencem a este grupo de pessoas que vivem seu batismo de forma coerente, isto é, que imitam Jesus através  da vivência dos sacramentos, do testemunho de vida, do acolhimento, da solidariedade e da compaixão.
Nos Evangelhos, é Jesus quem escolhe e convida os discípulos para ficar com Ele. Ficar com o Senhor é essencial para o discipulado e a missão, nesta fato ocorre ao contrário, são os discípulos quem pedem a Jesus para ficar com eles, e o Mestre atende o pedido dos dois, isso alimenta a nossa esperança e certeza de que Cristo sempre escuta a nossa prece. 
O caminho do discipulado é sustentado por uma mística e uma espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo no encontro com o irmão, especialmente os mais pobres, no compromisso com a comunidade, a participação na catequese, na missa, nas celebrações encontros e momentos de oração. Também no empenho em favor da justiça, da solidariedade e da fraternidade.
A espiritualidade é o que dá sentido à missão e a nossa vida, por isso ela precisa ser alimentada este alimento pode ser: a leitura orante da Bíblia, a oração pessoal e comunitária e a vida sacramental e etc. O catequista que não reza não tem como fazer discípulo, pois falta algo, há um vazio entre o discurso e a prática. A espiritualidade ajuda a valorizar a dignidade da pessoa humana, a formar a comunidade e a construir uma sociedade fraterna e justa. Ela se faz presente em todas as situações humanas bem como: na cozinha da nossa casa, no ônibus indo para a Escola-Universidade-Trabalho,isto é, no estudo, no trabalho, na luta pela transformação da sociedade, na conversa ao telefone, na alegria diante da Criança brincando, na solidariedade ao doente, na valorização da natureza (A criação geme em dores de parto Rm 8, 22), na ação pastoral ( 7º PPO da nossa Arquidiocese de Campinas: Acolher, Renovar e Servir), na organização da comunidade e em todos os lugares.
O encontro de Jesus com os discípulos se deu num clima de diálogo e comunhão fraterna, parecido com os nossos encontros de catequese, com o nosso convívio. Explicar as escritura e partir o pão os fizeram retomar o caminho de volta para Jerusalém com nova disposição de vida. Com o coração aquecido, eles se põem a caminho ao encontro dos outros discípulos para contar a alegria do encontro com o Mestre, assumir a missão de formar comunidades e anunciar a boa nova de Jesus Cristo. Os discípulos voltam à comunidade com um novo olhar. Refazem o caminho, agora com um espírito novo, com melhor compreensão da Missão.
Nós também podemos fazer o mesmo. Podemos fazer a mesma experiência do encontro com Jesus Cristo, todos os dias podemos dedicar um pouquinho do nosso tempo, dois minutos por dia, um meu e um de Jesus.
Para dialogar com o Mestre, basta a gente querer. Se eu for procurar justificativas para que isso não aconteça encontrarei, pois existem muitas desculpas, mas se me esforçar consigo me organizar e ter um meu momento de encontro com o Senhor, momento de fazer o caminho com Ele, falando e escutando, mesmo que ele já saiba o que eu vou falar, como nos disse ao nos ensinar a oração do Pai Nosso ( Mt 6, 7-14).
Por fim, lembremos que o encontro com Jesus não se dá por meio de uma sublime Teofania ( manifestação de Deus), mas na palavra que o desconhecido dirige aos discípulos. Recordando a Escritura é que Jesus nos conduz à compreensão de tudo o que aconteceu ( o comentário do caminho), do misterioso desígnio de salvação de Deus, em que a cruz não é uma maldição, e sim o caminho necessário para a salvação. Os dois discípulos só reconheceram Jesus no partir do pão. A partir disso notamos que também a nossa relação com o Ressuscitado não se dá no ver e no tocar, mas no ouvir a Palavra de Deus e no seguir seus passos, ou seja, participando da vida da comunidade. Que o Deus de Bondade nos ajude a andar nos caminhos de seu Filho e sempre escutar o que Ele diz ou como nos diria Pe. Zezinho: “Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver com Jesus viveu. sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria e ao chegar o fim do dia eu sei que eu dormiria muito mais feliz”. Por isso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, vem caminhar conosco! pois, como os discípulos de Emaús somos todos peregrinos em direção ao de Deus, onde se vive o amor, a bondade, a compaixão e a fraternidade sem limites.

Bibliografia

Bíblia Sagrada- Edição Pastoral. Paulus.
Missal da Assembleia Cristã - Cotidiano. Paulus.
Texto Base do Ano Catequético Nacional 2009