Vivemos atualmente em um clima de grande desconfiança, numa sociedade em que as pessoas não conseguem mais confiar umas nas outras. Isso se tornou tão marcante que até chegamos a pensar se o homem ainda é capaz de amar. Contudo, sabemos que “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16) Esta é a imagem que nós, cristãos, temos de Deus e por conseguinte este é nosso caminho já que fomos criados pelo Amor e para o Amor. Mas, diante desta afirmação, de que o homem foi feito para amar, parece que o homem não é mais capaz de amar; com isso surge a interrogação: o que será necessário para tornar o homem capaz de amar? A partir desta questão é fundamental lembrarmos o que São Paulo nos diz: “Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Como diz a Escritura: «Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.» Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Romanos 8, 36-39) Depois desta afirmação paulina é que entenderemos que: “Tornamo-nos capazes de amar, quando nos descobrimos amados primeiro, envolvidos e conduzidos pela ternura do amor rumo a um futuro, que o amor constrói em nós e por nós”, como afirma Bruno Forte em seu Livro, A Teologia como Companhia, memória e Profecia.Acredito que é por esta linha de pensamento que encontraremos uma solução para a nosso problema. Nós voltaremos a nossa origem quando descobrirmos que fomos feito para o Amor. Por isso devemos manifesta este Amor de Deus, ou ainda Este Deus, que é o Próprio Amor e que habita em nós. Só assim seremos capazes de amar. É importante lembrar que Amar a Deus é amar ao próximo, que nem sempre é fácil mas é necessário. Isto me fez lembrar de uma fábula que recebi por e-mail de uma amiga, muito especial, ela diz o seguinte: “durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram”. Portanto, o Amor de Deus é assim, não escolhe apenas os perfeitos, mas os que tem espinhos, erros, defeitos os mais frágeis e excluídos. Tudo isso nos ensina que o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades. Que todos nós possamos aprender com os erros e acertos e descobri a magia da convivência e da paciência, afinal ter "um amigo fiel é uma poderosa proteção; quem o encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor". Fiquem com Deus. Antonio Alves
sexta-feira, 3 de junho de 2011
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