Compreendendo as diferenças, para poder sobreviver!
“Eu já não chamo vocês de empregados, pois o
empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu
comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai” (João 15, 15).
A necessidade de se ter amizade é
algo que vem desde antiguidade. O filósofo grego, Aristóteles (384 - 322 a. C ),
disse que todos nós desejamos ter amigos, ou seja, ninguém escolheria viver solitário,
ou ainda, ninguém viveria sem ter amigos e amigas. Não podemos viver sozinhos! Sendo
assim, embora as pessoas tenham as suas dificuldades e os seus defeitos, necessitamos
que elas existam para nos completar e para que possamos existir.
Ninguém é feito só de defeitos, mas,
também, não existe ninguém perfeito, só Deus é perfeito! As pessoas são ricas
em qualidades, mas temos a grande tendência de não valorizamos as qualidades do
outro, que na verdade, se completam com as nossas qualidades.
Procurar compreender o diferente
se faz uma necessidade, quando nos deparamos que não somos autossuficientes,
sempre precisaremos da ajudar de alguém. Mas, muitas vezes devemos passar por
situações de dores e sofrimentos para tomar consciência desta realidade.
Para ilustrar o que desejo
expressar, apresento a uma fábula que traduz de forma mais simples e objetiva o
tema central desta reflexão. Ela nos diz o seguinte: “durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação,
resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente,
mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os
que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e
começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou
desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria,
decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas
feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais
importante era o calor do outro. E assim sobreviveram” ( Fábula do Porco
Espinho).
Esta fábula nos ensina que o
melhor relacionamento não é aquele que une as pessoas perfeitas, mas aquele
onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas
qualidades, ou seja, necessitamos compreender as diferenças, para poder sobreviver! Diante disso, que todos nós possamos aprender com os erros e
acertos dos outros e os nossos e descobri a maravilha da convivência e da
paciência, pois afinal ter "um amigo, uma amiga fiel, mesmo com defeitos, é uma
poderosa proteção; quem os encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode
comparar a um amigo, uma amiga fiel, e nada se iguala ao seu valor".
Amigos e Amigas, perdão pelos
meus erros e defeitos, mas podem contar sempre com meu carinho, amizade e
orações.
Um grande abraço fiquem com Deus
Antonio Alves