quarta-feira, 18 de abril de 2012

Compreendendo as diferenças, para poder sobreviver!


Compreendendo as diferenças, para poder sobreviver!

“Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai” (João 15, 15).

A necessidade de se ter amizade é algo que vem desde antiguidade. O filósofo grego, Aristóteles (384 - 322 a. C ), disse que todos nós desejamos ter amigos, ou seja, ninguém escolheria viver solitário, ou ainda, ninguém viveria sem ter amigos e amigas. Não podemos viver sozinhos! Sendo assim, embora as pessoas tenham as suas dificuldades e os seus defeitos, necessitamos que elas existam para nos completar e para que possamos existir.
Ninguém é feito só de defeitos, mas, também, não existe ninguém perfeito, só Deus é perfeito! As pessoas são ricas em qualidades, mas temos a grande tendência de não valorizamos as qualidades do outro, que na verdade, se completam com as nossas qualidades.
Procurar compreender o diferente se faz uma necessidade, quando nos deparamos que não somos autossuficientes, sempre precisaremos da ajudar de alguém. Mas, muitas vezes devemos passar por situações de dores e sofrimentos para tomar consciência desta realidade.
Para ilustrar o que desejo expressar, apresento a uma fábula que traduz de forma mais simples e objetiva o tema central desta reflexão. Ela nos diz o seguinte: “durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.  Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram” ( Fábula do Porco Espinho).
Esta fábula nos ensina que o melhor relacionamento não é aquele que une as pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades, ou seja, necessitamos compreender as diferenças, para poder sobreviver! Diante disso, que todos nós possamos aprender com os erros e acertos dos outros e os nossos e descobri a maravilha da convivência e da paciência, pois afinal ter "um amigo, uma amiga fiel, mesmo com defeitos, é uma poderosa proteção; quem os encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode comparar a um amigo, uma amiga fiel, e nada se iguala ao seu valor".
Amigos e Amigas, perdão pelos meus erros e defeitos, mas podem contar sempre com meu carinho, amizade e orações.
Um grande abraço fiquem com Deus

Antonio Alves

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