quarta-feira, 15 de junho de 2011

Madre Teresa de Calcutá

Oração de Madre Teresa de Calcutá
Muitas vezes o povo é egocêntrico, ilógico e insensato,
- Perdoe-o assim mesmo.
Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de egoísta e interesseiro.
- Seja gentil assim mesmo.
Se você for um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
- Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, o povo pode enganá-lo.
- Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
- Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.
- Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.
- Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
- Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no fim das contas, é entre VOCÊ E DEUS.
- Nunca foi entre você e o povo.

Dom Luciano


Verdadeiramente , Este Homem foi um santo!

Dom Luciano Mendes de Almeida ( *1930 - +2006)
Religioso jesuíta e bispo católico brasileiro nascido no Rio de Janeiro, que quando era bispo auxiliar de São Paulo, criou a Pastoral do Menor e promoveu obras sociais para ajudar viciados em drogas e idosos. Filho de Cândido Mendes de Almeida e de Emília Mello Vieira Mendes de Almeida, quando menino sonhou ser aviador por influência de um tio, piloto de aeronave, mas logo optou pelo sacerdócio, uma a tradição da família. Foi educado em uma escola católica, a Coração Eucarístico de Jesus, onde era bom aluno em matemática e foi escoteiro por dez anos. Aos 16 anos, matriculou-se no colégio das elites cariocas, o Santo Ignácio de Loyola, dirigido pelos jesuítas. Fez seus estudos de filosofia em Nova Friburgo (1951-1953) e partiu para a Itália pra complementar seus estudos em teologia (1955-1958). Ordenou-se padre em Roma aos 28 anos, cidade onde também doutorou-se em Filosofia (1965). Foi professor de Filosofia (1965-1972), instrutor da terceira provação na Companhia de Jesus (1970-1975) e membro da diretoria da Conferência dos Religiosos do Brasil (1974-1975). Conhecido por suas teses progressistas e adepto da Teologia da Libertação, foi o primeiro jesuíta a sagrar-se bispo no Brasil ao ser nomeado (1976) pelo papa Paulo VI, tornando-se, então, bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, na região Leste I. Durante os 12 anos seguintes na diocese paulista, auxiliou o cardeal-arcebispo dom Paulo Evaristo Arns em São Paulo, organizando centenas de abrigos para menores abandonados. Assumiu (1979) a secretaria geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, da qual se tornaria presidente (1987-1994), cumprindo dois mandatos consecutivos e rompendo o domínio dos bispos da ala progressista que dirigiram a CNBB, e passou a intermediar os interesses da Igreja com o governo federal e o Congresso. Tornou-se membro do conselho permanente do Sínodo Episcopal (1987) antes de receber a indicação para estar à frente da Igreja particular de Mariana (1988). Foi membro da Pontifícia Comissão Justiça e Paz (1992) e vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano, o CELAM (1995-1998) e, na Cúria Romana, foi membro da Comissão Pontifícia Justiça e Paz (1996-2000). Ele morreu aos 75 anos, ao lado da família e dos amigos, por falência múltipla de órgãos, em São Paulo, conseqüência de um câncer no fígado, após ficar internado por 40 dias no Instituto Central do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina de São Paulo. O corpo do arcebispo emérito de Mariana, cidade histórica do Estado de Minas Gerais, foi enterrado na cripta da Catedral de Nossa Senhora da Assunção. Era membro do Conselho Estratégico Brasil sem Fome, falava e escrevia fluentemente em inglês, francês, alemão e latim, além de ser um ótimo caricaturista. Era bisneto do jurista e senador do Império Cândido Mendes de Almeida, tataraneto de Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês de Paraná, e irmão do acadêmico Cândido Antonio Mendes de Almeida, reitor da Universidade Cândido Mendes.

Dom Hélder Câmara

" Irmão dos Pobres e Meu Irmão " 
Foram essas palavras que o papa João Paulo II dirigiu a dom Hélder Câmara em 1980.

Décimo - Primeiro Filho De uma família de Treze Irmãos, Hélder Pessoa Câmara Filho era Jornalista DE UM e de uma professora . Aos quatorze anos sem Entrou Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, cursou filosofia e teologia Onde .

Em 1931 ordenou -se sacerdote . Foi logo nomeado Diretor Depois do Departamento de Educação do Estado do Ceará, exercendo Este carga Cinco anos por. Mudou -se então o parágrafo Rio de Janeiro, Onde não se Destacou Desempenho de Atividades sociais . Fundou uma Cruzada São Sebastião EO Banco da Providência, entidades destinadas AO amparo dos Mais Pobres .

Em 1946 recebeu UM Convite n assessorar o arcebispo do Rio de Janeiro. Seis anos DEPOIS Foi nomeado bispo - auxiliar do Rio de Janeiro. Dom Hélder Câmara fundou uma Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) , da qua Foi secretário Durante 12 anos .

Em 12 de março de 1964 Foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife, pingos Pouco fazergolpe militar. DEPOIS Dias, divulgou manifesto UM Apoiando uma Ação Católica Operária em Recife . O novo Governo militar acusou -o de demagogo e comunista e dom Hélder Foi proibido de se manifestar publicamente .

No entanto, SUA figura Pública adquiria Importância CADA Vez Maior . Passou um Conferências Fazer pregações e não exterior, Desenvolvendo Intensa atividade contra uma Exploração favor dos Pobres EA MAIS. Em 1970, fez pronunciamento em Paris denunciando UM Pela Primeira Vez A PRÁTICA de uma tortura Políticos presos no Brasil.

Em 1972 foi indicado o n º Prêmio Nobel Paz da. Dom Hélder aposentou - se em 1985, o tendão Organizado Mais de 500 Comunidades Eclesiais de Base . N final da década de 1990 lançou uma campanha " Ano 2000 Sem Miséria ".

Dom Hélder Câmara Deixou Registrado em Seu pensamento Diversos Livros Que tiveram grande repercussão traduzidos , Sendo em Várias Línguas . Sua atividade Política , social e religiosa Foi reconhecida Inteiro nenhuma Mundo. Dom Hélder recebeu centenas de homenagens e condecorações , Além de Diversos Prêmios , no Brasil e no Exterior . Faleceu aos 90 anos , de parada cardíaca .

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Oração que Brota do Coração.

Dona Nazaré é uma mulher de muita fibra. Muito pobre. Vive sozinha nesse mundo ao lado de sua filha. Uma menina moça que nasceu com sérios problemas sanguíneos.
Desde pequena a menina sempre viveu doente. Poucas foram as noites que dona Nazaré não passou acordada boa parte do tempo tentando aliviar a dor da sua pequena.
Além das muitas dores que sentia em todo o corpo, a menina tinha uma fraqueza tão acentuada que a impediam de fazer até mesmo os serviços mais simples. Por ter que cuidar da filha e sendo sozinha no mundo, dona Nazaré vivia de uma pensão de meio salário mínimo, conseguida a duras penas, graças a ajuda de um vereador da região.
O dinheiro mal dava pra comer quanto mais para comprar os remédios cada dia mais necessários e mais caros.
A menina vivia a base de remédio caseiro e do cuidado primoroso da bondosa mãe.
Infelizmente com o passar do tempo o problema da menina foi piorando.
Naquela manhã, depois de uma noite inteirinha ao lado da filha, dona Nazaré não teve outra saída senão ir até Itajubá, a cidade mais próxima, para ver se conseguia alguma ajuda.
Como não conseguiu dinheiro pra levar a filha que estava fraca demais, tentou ajuda junto aos estudantes de medicina que fazem estagio no hospital universitário. Infelizmente o hospital não dispõe de condições pra fazer o atendimento domiciliar, ainda mais que a paciente estava a 18 km de distância.
Dona Nazaré não desistiu. Mãe não desiste. Foi até a Santa Casa. Quem sabe ali encontraria um médico que pudesse ir até a sua casa pra tentar curar a sua filha. Também lá não conseguiu nada, a não ser a promessa de que se trouxesse a menina, tentariam dar um jeito de interná-la. Mas infelizmente não teriam como deslocar-se até o interior.
Ela ficou pensando.
Pra ir até Delfim Moreira pedir a ambulância da prefeitura é uma viagem fora de mão. Quase impossível.
O jeito era trazer a menina pra Santa Casa de misericórdia de Itajubá. Nasceu no coração daquela mãe aflita um raio de esperança, quem sabe conseguiria alguém que ajudasse a trazer a menina. Decidiu voltar pra casa e pedir ajuda aos vizinhos, pensou especialmente no japonês, um plantador de arroz que tinha um jipe e de vez em quando as presenteava com meio saco de arroz recém colhido. Quando voltava ao mercado municipal, que tomaria um ônibus ou pegaria uma carona, dona Nazaré passou em frente a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade. Como boa mineira, entrou para rezar um pouco. Dentro da Igreja tinha um grupo de animados jovens: rezavam, cantavam, era um grupo carismático. Por alguns instantes dona Nazaré acabou se esquecendo de sua filha doente. A música daqueles jovens era bonita demais. E dona Nazaré foi se misturando ao animado grupo. Depois de algumas suaves canções os jovens começaram a rezar. Cada hora era um que fazia uma oração espontânea. Lindas e profundas orações. Dona Nazaré se sentindo motivada e talvez até contagiada pela fé daqueles jovens, quase da idade da sua filha, também se dispôs a fazer uma oração. Claro que os jovens ficaram felizes. E acolheram com muito carinho a sua disposição.
Mas, quando a mulher começou a oração, alguns dos meninos tiveram que se segurar muito para não cair na gargalhada. Que oração mais estranha aquela mulher estava fazendo. Ela falava com Jesus como se Ele fosse um entregador de pizzas, pensou um dos meninos.
Quem será que Ela pensa que é Jesus pra falar desse jeito com Ele? – questionava intimamente uma das coordenadoras do grupo.
A mulher começava a rezar com devoção. A oração dela:
- Senhor Jesus, olha sou eu, a Nazaré. Não sei se o Senhor se lembra. Sou lá do Biguá. Muitas vezes já conversei com o Senhor na Igreja de São Benedito, lembra?
Pois é Senhor Jesus, o problema da minha menina ta cada vez pior. Essa noite ela não pregou os olhos nem um minuto, nem eu. A pobre da coitadinha gemeu a noite toda. Virava pr’um lado e pro outro. Suava feito uma condenada. Não sei como ela está lá agora. Vim aqui pra ver se achava um médico, pra ir em casa consultar ela. Mas os médicos não podem ir. Se fosse o doutor Gaspar eu sei que ele iria, que Deus o tenha. Lá na Santa Casa, mandaram eu trazer a menina. Como eu vou conseguir fazer isso? Ela ta fraca demais.
Não temos dinheiro pra alugar uma ambulância, até pensei em pedir ajuda pro senhor Toshio, aquele bondoso plantador de arroz, quem sabe ele traz a menina. Mas agora eu to aqui Senhor, eu queria pedir. Já que o Senhor está em todo lugar o Senhor bem que podia ir até lá em casa curar a minha filha. Não custa nada. O senhor sabe e pode.
Os jovens estavam estragando aquela oração. Dois rapazes dos mais novos não conseguiram segurar o riso e chegaram a sair da Igreja. “Onde já se viu uma pessoa rezar desse jeito?” “Até é falta de respeito falar assim com Jesus!” “Ela nem louvou o Senhor!” “Não recitou nenhum versículo da Sagrada Escritura!” “Ela não sabe rezar!” “Com certeza nunca fez uma experiência de oração.” “Sua oração estava atrapalhando o grupo.” “O grupo tava indo tão bem.” – concluiu um dos rapazes que tinha saído.
Dona Nazaré continuou rezando.
- É verdade. O senhor num instantinho podia ir lá em casa curar a menina e já voltava. Não é difícil chegar na nossa casa não. O Senhor pega a rodovia que vai pra Aparecida do Norte, lá eu sei que o Senhor conhece bem, na ponte de Santo Antonio o Senhor entra rumo Delfi Moreira, só que na hora que chegar na água limpa, bem em frente a fábrica de queijo, o Senhor vira pra esquerda, passa a ponte e continua… Depois da ponte não vira pra direita não. Lá vai para o mosteiro de Serra Clara. Minha casa fica para o outro lado. Então o Senhor passa a ponte e segue reto. Em frente sobe um morrinho bem pesado e já vai virando pra direita. Logo o Senhor já chega lá na estação onde antigamente a gente pegava o trem. Não é lá não. Lá tem uma placa com o nome Biguá mas o Biguá é mais pra cima. O Senhor passa a morada do pessoal dos ramos, depois vem a reta do Zé Gaspar, chega na curva da Cridia, ali não vira pro la do da ponte não, passa meio reto pra lado esquerdo, sobe o morrinho do grupo escolar, o Senhor vai passar em frente a casa onde o baiano morava. Depois vem a casa que era do Venazão. Ali tem até um atalho mas é melhor o Senhor ir pela estrada mesmo. Logo depois da curva o Senhor já vai ver a Igreja de São Benedito, ali é fácil. É só o Senhor perguntar na bar do Lourenço que ele sabe onde fica a minha casa, ele vende queijo, é o vereador que arrumou o fundo rural pra nós, é só o Senhor pedir pra ele que até é capaz dele levar o Senhor lá em casa, eu moro pertinho.
A essa altura os jovens já estavam se esforçando para não cair na gargalhada. Era uma experiência inédita além de longa aquilo, segundo eles, não era oração.
Mas dona Nazaré continuou:
- A hora que o Senhor chegar lá em casa a portas vai tá trancada, não tem problema, a chave ta no vaso de flor que fica pendurado no alpendre. O senhor pode entrar, cura a minha filha e depois, por favor, tranca de novo a porta, que eu me preocupo muito com a menina.
Depois que o senhor curar ela, é só fechar a porta, colocar a chave no mesmo vaso que a hora que eu chegar eu acho e entro.
O jovem que tocava o violão começou a tocar uma musica e cantar bem alto, dona Nazaré parou de rezar, saiu da Igreja até meio triste, nem deu tempo pra ela dizer pro nosso Senhor que tinha café no bule em cima do fogão de lenha, caso Ele quisesse tomar um golinho. E no forninho tinha bolão de fubá. Paciência. Ater que o jovem cantava bonito. – Só foi meio grosseiro interrompendo a minha oração. – Com o pensamento continuou rezando. Desceu a escadaria da matriz, atravessou a ponte que antigamente era muito mais bonita quando tinha os dois arcos, e foi na direção do mercado. Quem sabe um filho de Deus não lhe daria uma carona! Graças a Deus conseguiu a carona num caminhão de Sento Silva. Um pouco mais de meia hora lá estava ela de volta, sem remédio, e com a esperança de pedir ao Senhor Toshio que levasse a menina pra Santa Casa. Qual não foi a sua surpresa ao abrir a porta de sua casinha e encontrou a menina sent ada, comendo um delicioso prato de arroz doce, a sua filha querida.
A menina deu um pulo de alegria e veio correndo abraçar a mãe. Dona Nazaré ficou estupefata. Já tinha até se esquecido da sua reza na Igreja.
- Minha filha, você de pé? Que cara mais boa. Como é que isso aconteceu?
E a menina começou a explicar:
- Olha mamãe, eu estava deitada, como a senhora me deixou, rezei meu terço da misericórdia junto com a Eliana Sá, escutando a rádio Canção Nova. E acabei cochilando ouvindo o Diácono Nelsinho Correia cantar Quem Me Segurou Foi Deus. De repente, eu escutei um barulho na porta, como estava quase dormindo achei que fosse a senhora, que já tinha voltado. Nossa mamãe, quase eu morri! Não era a senhora. Era um homem muito bonito, grande, risonho. Ele usava uma roupa diferente, tinha um cabelo enorme. Me olhou como nunca ninguém me olhou na vida. Ele foi chegando perto de mim e eu fui perdendo o medo. Comecei a sentir um negócio que parecia um choque elétrico, meu sangue parece que fervia. Ele não falou nada. Foi chegando em silêncio, devagarinho. Com um baita sorriso nos lábios. Chegou perto da minha cama, me estendeu a mão, pensei que fosse um médico. Tentei perguntar pela senhora mas as palavras não saiam. Eu falava mas não escutava nada. Eu acho que tava muda, surda, não sei. Só sei que Ele me segurou firme pela mão, foi me levantando vagarosamente, me colocou de pé, e me deu um grande abraço.
Com os olhos cheios de lágrimas, dona Nazaré foi repetindo quase que inconscientemente os gestos como a menina ia descrevendo. E ela, com os olhos molhados de lágrimas continuou:
- Depois de me abraçar demoradamente Ele foi saindo bem devagarinho, deu um gostoso beijo na minha testa e foi se afastando, quando estava quase perto da porta Ele fez um sinal de tchau e falou: – Diga pra sua mãe que Eu vou deixar a chave no vaso de flor. Ele ainda completou. – Gostei muito da flor. É a primeira vez que eu vejo lágrimas de Cristo em vaso. Adorei a idéia.
Claro, nenhuma das duas conseguiu achar palavras para manifestar a sua gratidão a Jesus, a única coisa que fizeram, foi buscar aquele vaso de lágrimas de Cristo, colocá-lo sobre a mesa, perto do rádio, beijá-lo com um carinho quase sacramental e olhando o pequeno crucifixo na parede fizeram chegar até o céu uma linda oração de louvor:
- Muito obrigado Senhor, viu, o Senhor achou direitinho. Eu não falei que era fácil? Brigada mesmo. Eu tinha certeza que podia contar com o Senhor.
                                                                                                                   Pe. Léo

Anjos Bons.


O povo baiano já definiu uma forma carinhosa de se dirigir a Ir. Dulce: Anjo Bom.
É bom lembrarmos que aqui é a Bahia de todos os Santos, também de todos os demônios.
Dulce foi uma pessoa mais contraditória que aparece à primeira vista. Dedicou-se de corpo e alma, com todas suas forças, para dar alguma dignidade aos que viviam e vivem na miséria em Salvador. Isso mesmo, a belíssima cidade ainda guarda pobreza em quantidade, mesmo que já não exista mais Alagados e tantas outras paisagens infames.
Nunca se preocupou de onde vinha o dinheiro para seu trabalho. Se necessário, pedia aos donos do poder. Por isso, eles fizeram questão de aproximar-se dela, para instrumentalizar sua imagem, mesmo que governassem a Bahia com mão de ferro e produzissem miséria.
Aparentemente apolítica, tornou-se um ícone da direita baiana e também da Igreja conservadora. Afinal, para muitos, é assim que um cristão deve servir aos pobres. Mas, ela era mais esperta do que os seus instrumentalizadores imaginavam. Quando necessário, foi rebelde, ocupando casas, levando doentes para ambientes onde não eram desejados, criando problemas dentro da congregação. Era acusada de preferir mais os  pobres e a rua que sua comunidade.
A Igreja teve outros anjos bons. D. Hélder sonhou com um milênio sem miséria. D. Luciano, Mauro Morelli e outros, seguindo o sonho de D. Hélder, criaram o “Mutirão pela Superação da Fome e da Miséria”, CNBB.
No campo a luta veio de forma organizada, em Pastorais Sociais, como a da Terra, dos Pescadores, além das urbanas como a Operária, do Menor, do Migrante, etc. A Pastoral da Criança salvou e salva milhões de crianças nesse país e no resto do mundo.
Aqui no sertão estamos conseguindo vencer a sede, a fome, a migração e tantas mazelas que afligiram gerações e gerações de nordestinos com a simples captação da água de chuva. As Pastorais são parte integrante desse esforço hercúleo.
Mas, falo também dos anjos sem religião. Por mais de trinta anos tivemos na CPT da Bahia Marta Pinto dos Anjos. Advogada, sem convicção religiosa. Quando íamos rezar um pai-nosso, segurava nossas mãos, abaixava a cabeça e silenciava. Conheci poucas pessoas tão dedicadas aos pobres do campo na Bahia como Marta. Aposentou-se, em seis meses faleceu vítima de câncer.
O que sempre chamou a atenção em Marta é que não precisa ser cristão, nem esperar pela vida eterna para se fazer uma verdadeira dedicação pela justiça e pela superação da miséria. Assim, existem milhares e milhões. Eles e elas estão nos movimentos sociais, mesmo dentro de certos governos.
Ir. Dulce é sim um anjo bom. Onde está uma pessoa em necessidade, ali está um universo.
Entretanto, pessoas como ela, assim como Teresa de Calcutá, surgem onde a miséria é abundante. E a miséria sobra onde a injustiça superabunda. Não vamos encontrar essas santas em Berlim ou Copenhague. Lá existe saúde pública que funciona, educação, enfim, uma política social onde são desnecessárias santas como elas.  Portanto, elas também são frutos de um contexto perverso.
Mas, a santidade do Anjo Bom é verdadeira, porque sua generosidade foi verdadeira.
O pior não é a opção assistencial – tantas vezes necessária -, é a indiferença.
                                                                                                                                     Roberto Malvezzi (Gogó)

Carta Sobre a Oração


Perguntas, porque rezar? Respondo-te, para viver. Porque, com efeito, para viver de verdade tens que rezar. Por quê? Porque para viver tens que amar. Uma vida sem amor não é vida. É solidão vazia, é cárcere e é tristeza. Só quem ama vive de verdade. E somente ama quem se sente amado, alcançado e transformado pelo amor. Assim, como a planta não pode florescer e dar seus frutos, se não recebe os raios do sol, também o coração humano não pode abrir-se à vida verdadeira e plena se não é alcançado pelo amor. Agora sim, o amor nasce e vive do encontro com o amor de Deus, o maior e mais verdadeiro de todos os amores possíveis; mais ainda: o amor que está mais além de qualquer definição que possamos dar e de todas nossas possibilidades. Ao rezar nos deixamos amar por Deus e nascemos ao amor. Portanto, quem ama vive no tempo e para a eternidade.
E quem não reza? Quem não reza corre o risco de morrer interiormente, porque cedo ou tarde lhe faltará o ar para respirar, o calor para viver, a luz para ver, o alimento para crescer e a alegria que dá sentido à existência. Me dizes: mas, eu não sei rezar? Me perguntas: como se reza? Te respondo: começa a dar um pouco do teu tempo a Deus. No começo não importará que esse tempo seja muito, mas que seja dado com fidelidade, cotidianamente, quando o sintas e quando não. Busca um lugar tranquilo, se possível tenha algum sinal que remeta à presença de Deus. Medita em silêncio, invoca ao Espírito Santo para que seja ele quem diga em ti: “Abbá, Pai”. Eleva a Deus teu coração, ainda que esteja confuso. Não tenhas medo de dizer-lhe tudo: tuas dificuldades e tua dor, teu pecado e tua incredulidade, e também tua rebelião e tua oposição, se assim te sentes.
Abandonando-se todo nas mãos de Deus, recorde que Ele é Pai-Mãe no amor, que todo te recebe, toda tua pessoa, todo te ilumina, todo te salva. Escuta seu silêncio. Não queira receber respostas rápidas. Persevera. Como o profeta Elias, caminha no deserto para o monte de Deus. E quando te aproximares dele, não o busque no vento, no trovão ou no fogo, em sinais de força ou de grandeza, mas na voz sutil do silêncio. Não pretendas possuí-lo, deixa, ao contrário, que passe por tua vida e por teu coração, que toque tua alma e se deixe contemplar por ti, embora sejas passivo desta ação.
Escuta a voz do seu silêncio. Escuta sua palavra de vida. Abre a Bíblia e medita com amor. Deixa que a palavra de Jesus fale ao coração de teu coração. Leia os salmos, onde encontrará expressado tudo o que querias dizer-lhe. Escuta os apóstolos e os profetas. Apaixone-se com a história dos patriarcas, do povo escolhido e da igreja nascente. Quando escutares a palavra de Deus, siga caminhando pelos atalhos do silêncio, desejando que o Espírito te una a Cristo, palavra eterna do Pai. No começo, poderá te parecer que o tempo é exagerado. Persevera com humildade, dando a Deus o tempo que puderes dar, mas, nunca menos do que estabeleceste poder dar-lhe cada dia. Verás que, pouco a pouco, tua fidelidade se verá premiada. E perceberás que, pouco a pouco, crescerá em ti o gosto pela oração: o que no início te parecia inalcançável, se tornará cada vez mais fácil e belo, perfeito. Compreenderás que o que conta não é obter respostas, mas, se por à disposição de Deus. E verás que tudo o que pressentes na oração pouco a pouco se irá transfigurando.
Quando fores rezar com o coração agitado, se perseverares, perceberás que mesmo rezando longamente não obterás respostas as tuas interrogações, mas elas vão derretendo-se como a neve ante o sol. E em teu coração irromperá uma grande paz: a paz de estar nas mãos de Deus e de deixar-te conduzir com docilidade por ele até o lugar que te preparou. Então, teu coração renovado poderá cantar um cântico novo, e o “Magnificat” de Maria estará espontaneamente em teus lábios e será cantado pela silenciosa eloquência de tuas obras.
Sem dúvida, não faltarão momentos de dificuldades. Às vezes não poderás calar o ruído que te rodeia e o que está em ti; às vezes sentirás o cansaço e até o desagrado de rezar; às vezes tua sensibilidade preferirá qualquer outra coisa a estar em oração frente a Deus, como se esse fosse só “tempo perdido”. Sentirás, finalmente, as tentações do maligno, que tratará de separar-te do Senhor, de distanciar-te da oração. Não temas. As mesmas provas que tu vives as experimentaram os santos, muito mais opressoras. Persevera, resiste e recorda que a única coisa que realmente podemos dar a Deus é a prova de nossa fidelidade. Com a perseverança salvarás teu coração e tua vida.
Chegará depois a hora da “noite escura”, quando tudo te parecerá árido ou inclusive absurdo nas coisas de Deus. Não temas. Este é o momento em que Deus luta junto a ti: remove todo o pecado na confissão humilde e sincera de tuas culpas e busca o perdão sacramental. Dê a Deus mais do seu tempo. Deixe que a noite dos sentidos e do espírito se converta para ti na hora da participação na paixão do Senhor. Neste ponto Jesus mesmo carregará a cruz contigo e te conduzirá consigo até a alegria da páscoa. Não te assombrará, então, descobrir quão amável é essa noite, já que a verás transformada para ti em noite de amor, inundada pela alegria da presciência do amado.
Não tenhas medo, portanto, das provas e das dificuldades da oração. Recorda somente que Deus é fiel e não permitirá nunca uma prova sem saída, não deixará nunca que sejas tentado sem dar-te força para suportar e vencer. Deixa-te amar por Deus. Como uma gota d’água que se evapora sob os raios do sol e sobe para voltar a terra como chuva fecunda ou orvalho consolador, deixa assim que teu ser seja esculpido por Deus, plasmado pelo amor das três pessoas divinas, absorvido e restituído à história como presente fecundo. Deixa que a oração faça crescer em ti a liberdade de todo medo, o valor e a audácia do amor, a fidelidade às pessoas que Deus te confiou e às situações nas quais te puseste, sem buscar evasões e consolos medíocres. Aprende, a rezar, a viver a paciência de esperar os tempos de Deus que não são os nossos, e a seguir seus caminhos, que tão pouco são os nossos.
Um dom especial, fruto da fidelidade na oração, será o amor pelos demais e o sentido de Igreja. Quanto mais rezes, maior misericórdia sentirás pelos demais, mais quererás ajudar a quem sofre, mais terás fome e sede de justiça para com todos, especialmente com os mais pobres e débeis, mais levarás em consideração os pecados dos outros para completar em ti o que falta à paixão de cristo. Ao rezar, sentirás como é belo estar na barca de Pedro, solidário, sustentado pela oração de todos, disposto aos demais com gratuidade, sem pedir nada em troca. Ao rezar sentirás crescer em ti a paixão pela unidade do corpo de Cristo de toda a família humana.
Ao rezar se aprende a rezar, e se gosta dos frutos do espírito que dão verdade e beleza à vida. Ao rezar, se transforma no amor; e a vida cobra sentido à perfeição que Deus quis. Ao rezar se adverte a urgência de levar o evangelho a todos, até os últimos confins da terra. Ao rezar se descobrem os infinitos dons do Amado e se aprende a dar-lhe graças por tudo. Ao rezar se vive. Ao rezar se ama, se louva.
Se tivesse, então, que te desejar o presente mais precioso, se quisesse pedi-lo a Deus para ti, não hesitaria em solicitar o dom da oração. Se o peço. E não hesito em pedir a Deus para mim. E parati. Que a paz de Nosso senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam contigo. E tu neles, porque ao rezar entrarás no coração de Deus, escondido com Cristo nele, envolvido em seu amor eterno, fiel e sempre novo. E já sabes que quem reza com Jesus e nele, quem reza a Jesus ou ao Pai ou invoca seu Espírito, não está rezando a um Deus genérico e distante. Desde o Pai, por meio de Jesus, graças ao Espírito, cada um receberá o dom perfeito, o mais oportuno, o que foi preparado desde sempre. É o presente que nos espera.
                                                                           
                                                                            
                                                                                                                                         Bruno Forte

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ser Chique Sempre.

" Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas davida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa oucloset recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.Chique mesmo é quem fala baixo.Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas,nem por seus imensos decotes enem precisa contar vantagens,mesmo quando estas são verdadeiras.Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.Chique mesmo é ser discreto,não fazer perguntas ou insinuações inoportunas,nem procurar saber o que não é da sua conta.Chique mesmo é parar na faixa de pedestreÉ evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e àspessoas que estão no elevador.É lembrar do aniversário dos amigos.Chique mesmo é não se exceder jamais!Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, eprestar verdadeira atenção a sua companhia.Chique mesmo é honrar a sua palavra,ser grato a quem o ajuda,correto com quem você se relacionae honesto nos seus negócios.Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer,ainda que você seja o homenageado da noite!Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo,de  se lembrar sempre de o quão breve é a vidae de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar,na mesma forma de energia.Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor,não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrare não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!"
                                                                                                                         Glória Kalil

O valor de um Sorriso

Um Sorriso não custa nada e rende muito...
Enriquece quem recebe, sem empobrecer quem dá...
Dura somente um instante, mas seus efeitos permanecem para sempre...
Ninguém é tão rico que dele não precise...
Ninguém é tão pobre que ele não possa oferecer a todos...
Com ele vai a Felicidade a todos e ela se espalha por toda parte...
Ele é o símbolo da Verdadeira amizade e da boa vontade...
É alento para os desanimados, alegria aos triste, repouso aos cansados, esperança para os desesperados...
Um sorriso não se compra, não se vende e nem se empresta...
Não há moeda no mundo que possa pagar o seu valor...
Não há ninguém no mundo que precise tanto de um sorriso, como aquele que não sabe mais sorrir...
Um grande  e belo sorriso a todos vocês meus amigos.
Um grande abraço fiquem com Deus.
Este é o meu desejo.

Dez Discas para Ser Feliz!!!

COMO BUSCAR A FELICIDADE?
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. 

2. Tenha bons amigos  e que sejam divertidos, "Pois Quem Tem Um Amigo Tem Um Tesouro"
   
3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre: Orkut, Facebook, Blog, Artes, Meio Ambiente, Música, Teatro, Cinema, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

4. Aprecie mais as pequenas coisas, "pois são elas que provocam as grande mudanças!"

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem: Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida é Jesus Cristo. 
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, Amigos, Animais, Plantas, Hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de tristeza. Faça uma viagem  até a um país diferente, uma cidade especial...
    
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Se puder  partilhe esta mensagem com alguém! 

PACTO DAS CATACUMBAS DA IGREJA SERVA E POBRE

Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:
1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20.
2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata.
3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s.
4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7.
5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15.
6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19.
7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4.
8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese.
Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27.
9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s.
10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16.
11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos:
a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres;
a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez o Papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria.
12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim:
esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles;
suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo;
procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...;
mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10.
13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces. AJUDE-NOS DEUS A SERMOS FIÉIS.
Notas:
1. Publicado no livro "Concílio Vaticano II", Vol. V, Quarta Sessão (Vozes, 1966), organizado por Boaventura Kloppenburg (p. 526-528).

Como estudar, segundo São Tomás de Aquino.


Caríssimo João, [Antonio Alves] meu amigo em Cristo.
Já que me pediste de que modo te convém estudar a fim de conquistar o tesouro da ciência, dou-te os seguintes conselhos:
- Procura não entrar imediatamente no mar, mas através dos riachos, pois e preciso progredir das coisas mais fáceis para as mais difíceis. Eis, pois, minha advertência e eis tua norma;
- Exorto-te a seres tardo no falar e avesso a freqüentar os salões;
- Mantém pura a tua consciência;
- Não deixes de te entregar a oração;
- Prefere ficar quieto em teu quarto, se desejas ser introduzido no quarto dos vinhos (da Sabedoria);
- Sê amável para com todos;
- Não te perguntes em verdade o que fazem os outros;
- Não tenhas excessiva familiaridade com ninguém, pois isso gera desprezo e fornece ocasião para te afastares do estudo;
- Não te intrometas nas questões mundanas;
- Foge sobretudo de vaguear para cá e para lá (discursus);
- Não deixes de seguir os exemplos dos santos e das pessoas boas;- Não olhes quem te fala, mas tudo o que ouves de bom, confia-o a memória;
- Procura compreender o que lês e ouves;
- Esclarece as duvidas;
- Como alguém que deseja encher seu recipiente, também tu esforça-te por guardar, no escrínio de tua mente, o máximo de coisas que puderes;
- Não busques o que supera as tuas capacidades (cf. Eclo 3,2).
Seguindo essas pegadas, emitiras e produziras folhas e frutos úteis na Vinhado Senhor dos exércitos durante todo o curso de tua vida. Caminhando por essa via, poderás chegar ao termo a que aspiras.

Vivemos atualmente em um clima de grande desconfiança, numa sociedade em que as pessoas não conseguem mais confiar umas nas outras. Isso se tornou tão marcante que até chegamos a pensar se o homem ainda é capaz de amar. 
Contudo, sabemos que “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16) Esta é a imagem que nós, cristãos, temos de Deus e por conseguinte este é nosso caminho já que fomos criados pelo Amor e para o Amor.
Mas, diante desta afirmação, de que o homem foi feito para amar,  parece que o homem não é mais capaz de amar; com isso surge a interrogação: o que será necessário para tornar o homem capaz de amar?
A partir desta questão é fundamental lembrarmos o que São Paulo nos diz: “Quem nos poderá separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Como diz a Escritura: «Por tua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.» Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Romanos 8, 36-39) 
Depois desta afirmação paulina é que entenderemos que: “Tornamo-nos capazes de amar, quando nos descobrimos amados primeiro, envolvidos e conduzidos pela ternura do amor rumo a um futuro, que o amor constrói em nós e por nós”, como afirma Bruno Forte em seu Livro, A Teologia como Companhia, memória e Profecia.
Acredito que é por esta linha de pensamento que encontraremos uma solução para a nosso problema. Nós voltaremos a nossa origem quando descobrirmos que fomos feito para o Amor. Por isso devemos manifesta este Amor de Deus, ou ainda Este Deus, que é o Próprio Amor e que habita em nós. Só assim seremos capazes de amar.
É importante lembrar que Amar a Deus é amar ao próximo, que nem sempre é fácil mas é necessário. Isto me fez lembrar de uma fábula que recebi por e-mail de uma amiga, muito especial, ela diz o seguinte: “durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.  Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram”. 
Portanto, o Amor de Deus é assim, não escolhe apenas os perfeitos, mas os que tem espinhos, erros, defeitos os mais frágeis e excluídos. Tudo isso nos ensina que o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades. Que todos nós possamos aprender com os erros e acertos e descobri a magia da convivência e da paciência, afinal ter "um amigo fiel é uma poderosa proteção; quem o encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor".
Um grande abraço a todos os meus amigos e amigas.
Fiquem com Deus.
Antonio Alves

Caminhando e Conversando com Jesus

"Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"

Lucas 24, 13-32
“Nesse mesmo dia, dois discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam a respeito de tudo o que tinha acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: O que é que vocês andam conversando pelo caminho? Eles pararam, com o rosto triste. Um deles, chamado Cléofas, disse: Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que aí aconteceu nesses últimos dias? Jesus perguntou: O que foi? Os discípulos responderam: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em ação e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Nossos chefes dos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo, e não encontraram o corpo de Jesus. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos, e estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo, e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas ninguém viu Jesus. Então Jesus disse a eles: Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória? Então, começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles. Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras? Na mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze, reunidos com os outros. E estes confirmaram: Realmente, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão! Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão”.

A Palavra de Deus ajuda a entender os fatos de nossa vida e aquece o  nosso coração de discípulo. As Sagradas Escrituras indicam o caminho ao qual devemos seguir, o mesmo de Jesus. Os discípulos de Emaús reconhecem o Mestre e expressam seu entusiasmo dizendo: Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?"
O coração aquecido pelo Senhor lhes incentivou para o dinamismo, para a missão. É com ardor renovado pela presença e proximidade com  Jesus Ressuscitado que os olhos deles se abrem, o coração se aquece. Agora o novo ardor alastrar-se. Sai do coração e chega  à mente, à consciência e move os pés dos que saem para anunciar a Boa Nova, da mesma forma deve acontecer coma gente. Eles compreendem e interpretam o caminho percorrido, ou seja, olham com os olhos do Ressuscitado para a sua vida cristã. Essa tomada de consciência, interpretando o próprio itinerário, é fundamental no processo catequético.
Os discípulos, ao reconhecerem Jesus, retomam o caminho para Jerusalém. Há um novo olhar, uma nova motivação, uma luz no horizonte. Durante o afastamento, distanciamento da comunidade, caminharam para Emaús à luz do dia, mas havia escuridão por dentro, com a gente acontece a mesma coisa, ou seja, quantas vezes não notamos a presença de Jesus em nossa vida, não enxergamos a nossa realidade e nem as necessidades   de nossos irmãos; depois que o Mestre se revelou, atravessaram a escuridão da noite, sem medo de tropeçar, porque o coração pulsava de alegria, cheio de luz. 
Que também nós, a exemplo dos Discípulos de Emaús, possamos fazer esta experiência de reencantamento na fé, que nos anime e que envolva as pessoas com as quais convivemos, nossos familiares, amigos, catequizandos, companheiros catequistas e tantos que passam por nossa vida. Esta experiência é parecida com a lembrança do primeiro amor, que a gente nunca esquece.
O chamado à missão decorrente do nosso Batismo implica uma resposta livre, um ato de confiança em Deus. Neste sentido, a ação evangelizadora, catequética e pastoral da Igreja ajuda os batizados a descobrirem a beleza do seguimento de Jesus Cristo como uma proposta de vida coerente com o Evangelho. O comprometimento com Jesus Cristo entusiasma outras pessoas a pertencem a este grupo de pessoas que vivem seu batismo de forma coerente, isto é, que imitam Jesus através  da vivência dos sacramentos, do testemunho de vida, do acolhimento, da solidariedade e da compaixão.
Nos Evangelhos, é Jesus quem escolhe e convida os discípulos para ficar com Ele. Ficar com o Senhor é essencial para o discipulado e a missão, nesta fato ocorre ao contrário, são os discípulos quem pedem a Jesus para ficar com eles, e o Mestre atende o pedido dos dois, isso alimenta a nossa esperança e certeza de que Cristo sempre escuta a nossa prece. 
O caminho do discipulado é sustentado por uma mística e uma espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo no encontro com o irmão, especialmente os mais pobres, no compromisso com a comunidade, a participação na catequese, na missa, nas celebrações encontros e momentos de oração. Também no empenho em favor da justiça, da solidariedade e da fraternidade.
A espiritualidade é o que dá sentido à missão e a nossa vida, por isso ela precisa ser alimentada este alimento pode ser: a leitura orante da Bíblia, a oração pessoal e comunitária e a vida sacramental e etc. O catequista que não reza não tem como fazer discípulo, pois falta algo, há um vazio entre o discurso e a prática. A espiritualidade ajuda a valorizar a dignidade da pessoa humana, a formar a comunidade e a construir uma sociedade fraterna e justa. Ela se faz presente em todas as situações humanas bem como: na cozinha da nossa casa, no ônibus indo para a Escola-Universidade-Trabalho,isto é, no estudo, no trabalho, na luta pela transformação da sociedade, na conversa ao telefone, na alegria diante da Criança brincando, na solidariedade ao doente, na valorização da natureza (A criação geme em dores de parto Rm 8, 22), na ação pastoral ( 7º PPO da nossa Arquidiocese de Campinas: Acolher, Renovar e Servir), na organização da comunidade e em todos os lugares.
O encontro de Jesus com os discípulos se deu num clima de diálogo e comunhão fraterna, parecido com os nossos encontros de catequese, com o nosso convívio. Explicar as escritura e partir o pão os fizeram retomar o caminho de volta para Jerusalém com nova disposição de vida. Com o coração aquecido, eles se põem a caminho ao encontro dos outros discípulos para contar a alegria do encontro com o Mestre, assumir a missão de formar comunidades e anunciar a boa nova de Jesus Cristo. Os discípulos voltam à comunidade com um novo olhar. Refazem o caminho, agora com um espírito novo, com melhor compreensão da Missão.
Nós também podemos fazer o mesmo. Podemos fazer a mesma experiência do encontro com Jesus Cristo, todos os dias podemos dedicar um pouquinho do nosso tempo, dois minutos por dia, um meu e um de Jesus.
Para dialogar com o Mestre, basta a gente querer. Se eu for procurar justificativas para que isso não aconteça encontrarei, pois existem muitas desculpas, mas se me esforçar consigo me organizar e ter um meu momento de encontro com o Senhor, momento de fazer o caminho com Ele, falando e escutando, mesmo que ele já saiba o que eu vou falar, como nos disse ao nos ensinar a oração do Pai Nosso ( Mt 6, 7-14).
Por fim, lembremos que o encontro com Jesus não se dá por meio de uma sublime Teofania ( manifestação de Deus), mas na palavra que o desconhecido dirige aos discípulos. Recordando a Escritura é que Jesus nos conduz à compreensão de tudo o que aconteceu ( o comentário do caminho), do misterioso desígnio de salvação de Deus, em que a cruz não é uma maldição, e sim o caminho necessário para a salvação. Os dois discípulos só reconheceram Jesus no partir do pão. A partir disso notamos que também a nossa relação com o Ressuscitado não se dá no ver e no tocar, mas no ouvir a Palavra de Deus e no seguir seus passos, ou seja, participando da vida da comunidade. Que o Deus de Bondade nos ajude a andar nos caminhos de seu Filho e sempre escutar o que Ele diz ou como nos diria Pe. Zezinho: “Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver com Jesus viveu. sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria e ao chegar o fim do dia eu sei que eu dormiria muito mais feliz”. Por isso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, vem caminhar conosco! pois, como os discípulos de Emaús somos todos peregrinos em direção ao de Deus, onde se vive o amor, a bondade, a compaixão e a fraternidade sem limites.

Bibliografia

Bíblia Sagrada- Edição Pastoral. Paulus.
Missal da Assembleia Cristã - Cotidiano. Paulus.
Texto Base do Ano Catequético Nacional 2009