É fato, que a cada dia que passa vamos deixando cair no
esquecimento, de nossa memória, datas que foram significativas para nossos
antepassado. Mesmo que, num primeiro momento, as versões sejam contadas a partir
do lado dos vencedores elas são significativas. A realidade aponta que já não nos esforçamos muito para
lembrar nem as datas de aniversários de parentes e amig@s, pois temos o
facebook e alguns aplicativos que nos mandam lembretes por e-mail ou sms. Se
isto está acontecendo com datas tão especiais, a celebração da vida de uma
pessoa, por que não aconteceria com datas que marcam as lutas e conquistas de
tantos povos e gentes?
Aponto, esta problemática, pois quase que aconteceria, comigo
hoje, de chegar ao ponto de passar o dia 19 de abril sem recordar o dia do índio, depois
de tantos anos, na infância, onde eu chegava da escola com a cara pintada. Hoje, já
adulto, com uma compreensão maior, mesmo que não total, do que significa
celebrar uma data, escrevo como forma de solidariedade com os povos indígenas
de “natureza e identidade”, do qual todos nós fazemos parte, de certo modo, por
conta da miscigenação presente na essência de tod@ brasileir@. Sendo assim,
justifico aqui o título desta humilde reflexão: “Dia do índio, nosso dia!”
Recordo, ainda, a tod@s que celebrar uma data significa, de certo
modo, aderir as lutas e bandeiras que justificam esta data significativa para
aquela gente ou aquele povo. Sendo assim, não poderíamos passar este dia 19 de
abril de 2013 sem lembrar das lutas, que ainda hoje, enfrentam nossos irmãos
indígenas, de modo particular, lembro dos povos: Kaiová e Guarani, que
estiveram na pauta de discursões em meses passados. É evidente que não
podemos nos esquecer de tantas outras tribos, do Brasil e de países vizinhos,
que sofrem descaso tanto da parte do Estado, como de grande parte da Sociedade, e desta
forma não tem os seus direitos respeitados.
Para finalizar, esta simples reflexão sobre o dia do índi@,
justifico meu texto dizendo que ao escrever estas linhas tenho um grande desejo
de me solidarizar com as lutas dos povos indígenas, que também é minha gente,
lembro, ainda, que a minha bisavó era índia de um dos grupos indígenas presentes
em minha região, na Bahia: Pataxó, Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto
Camacã. Portanto, acredito que para celebrarmos o dia do índi@, com coerência, é
necessário deixarmos reviver @ índi@ que há em cada um de nós, isto não
significa que devemos viver como @s índi@s, pois não passaria de um teatro ou
uma repetição de nossa atitude na infância, a cara pintada e a pena na mão. Mas, que não
sejamos indiferentes com as suas lutas para que assim, realmente, tod@s sejam
comtemplados com a promessa da Boa Nova de Jesus Cristo: "Eu vim para
que tenham vida, e a tenham em abundância" (Jo 10, 10).

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