sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia d@ índi@, nosso dia!



É fato, que a cada dia que passa vamos deixando cair no esquecimento, de nossa memória, datas que foram significativas para nossos antepassado. Mesmo que, num primeiro momento, as versões sejam contadas a partir do lado dos vencedores elas são significativas. A realidade aponta que já não nos esforçamos muito para lembrar nem as datas de aniversários de parentes e amig@s, pois temos o facebook e alguns aplicativos que nos mandam lembretes por e-mail ou sms. Se isto está acontecendo com datas tão especiais, a celebração da vida de uma pessoa, por que não aconteceria com datas que marcam as lutas e conquistas de tantos povos e gentes?
Aponto, esta problemática, pois quase que aconteceria, comigo hoje, de chegar ao ponto de passar o dia 19 de abril sem recordar o dia do índio, depois de tantos anos, na infância, onde eu chegava da escola com a cara pintada. Hoje, já adulto, com uma compreensão maior, mesmo que não total, do que significa celebrar uma data, escrevo como forma de solidariedade com os povos indígenas de “natureza e identidade”, do qual todos nós fazemos parte, de certo modo, por conta da miscigenação presente na essência de tod@ brasileir@. Sendo assim, justifico aqui o título desta humilde reflexão: “Dia do índio, nosso dia!”
Recordo, ainda, a tod@s que celebrar uma data significa, de certo modo, aderir as lutas e bandeiras que justificam esta data significativa para aquela gente ou aquele povo. Sendo assim, não poderíamos passar este dia 19 de abril de 2013 sem lembrar das lutas, que ainda hoje, enfrentam nossos irmãos indígenas, de modo particular, lembro dos povos: Kaiová e Guarani, que estiveram na pauta de discursões em meses passados. É evidente que não podemos nos esquecer de tantas outras tribos, do Brasil e de países vizinhos, que sofrem descaso tanto da parte do Estado, como de grande parte da Sociedade, e desta forma não tem os seus direitos respeitados.
Para finalizar, esta simples reflexão sobre o dia do índi@, justifico meu texto dizendo que ao escrever estas linhas tenho um grande desejo de me solidarizar com as lutas dos povos indígenas, que também é minha gente, lembro, ainda, que a minha bisavó era índia de um dos grupos indígenas presentes em minha região, na Bahia: Pataxó, Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto Camacã. Portanto, acredito que para celebrarmos o dia do índi@, com coerência, é necessário deixarmos reviver @ índi@ que há em cada um de nós, isto não significa que devemos viver como @s índi@s, pois não passaria de um teatro ou uma repetição de nossa atitude na infância, a cara pintada e a pena na mão. Mas, que não sejamos indiferentes com as suas lutas para que assim, realmente, tod@s sejam comtemplados com a promessa da Boa Nova de Jesus Cristo: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (Jo 10, 10).

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