segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória"



"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória"
(Jo 1,14)


Caros Amigos e Caras Amigas,

Estamos no tempo do advento, para nós cristãos, este é um tempo de oração, vigilância, esperança e expectativa para o Natal do Menino-Deus. Neste sentido aproveitemos estas semanas para nos prepararmos espiritualmente para a vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador!

O nascimento de Jesus é um evento, não somente histórico, mas também de fé, como nos lembra a Sagrada Escritura: “E a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade” (Jo 1,14). Nele contemplamos a grandeza de nosso Deus que por Amor quis se fazer humano, isto é, gente como nós, assumindo a nossa natureza, marcando a assim a nossa participação no Mistério Divino.  

Esta comemoração é, sem dúvida, a maior demonstração do amor de nosso Bom Deus para com o ser humano. Desta forma, celebrar a Encarnação do Verbo Divino é testemunhar ao mundo que “o cristianismo é uma religião do Deus de rosto humano” e que nós não acreditamos em uma ideia, mas em uma pessoa, Jesus Cristo!  Portanto, não nos esqueçamos que a festa do Natal tem por objetivo, primordial, celebrar o nascimento do Menino-Deus, na manjedoura que deve ser o coração de cada pessoa, para que façamos deste mundo a grande casa do “Pão da Vida” (Jo 6,35).

O recém-nascido, que os pastores de Belém encontraram, “envolto em faixas e deitado na manjedoura” (Lc 2, 13), é o Emanuel, o Deus conosco! Ele se fez pobre com os pobres, por que ama os pobres, assim como deve ser a sua Igreja, que somos todos nós, “Pobre para os Pobres”. Aí temos um dos critérios para verdadeira felicidade, pois, bem aventurados são “os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3). É no amor aos pobres que consiste a “Sabedoria Misteriosa de Deus!”
Este evento magnífico, que é o Natal, nos lembra, ainda, que Jesus foi enviado por Deus Pai, para nos salvar do mal que é a separação de Deus, isto é, o orgulho presunçoso do ser humano de acreditar que é auto-suficiente e de que não necessita da Graça e da Sabedoria Divina.

Meus Amigos e Amigas,

Que na noite Santa do Natal, e durante toda a nossa vida, possamos dirigir o nosso olhar para a gruta de Belém e juntamente com os pastores e os anjos cantarmos  a glória de Deus em favor da humanidade. Não nos esqueçamos, jamais, que o recém nascido que contemplamos naquela manjedoura é a nossa salvação, a “Alegria do Evangelho”. Ele trouxe ao mundo a Boa Nova, que é uma mensagem universal de reconciliação e de paz. O acolhamos em na nossa vida e em nossos corações. E não nos cansemos de cantar com confiança e esperança o hino dos anjos: “glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”( Lc 2, 14).

Desejo a cada um de vocês, pessoas especiais em minha vida, um Feliz e Santo Natal, que o Menino Deus renasça em vossos corações. Que tod@s tenham um Ano Novo repleto de Felicidade, Alegria e Paz!

Um grande abraço!
Antonio Alves

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Aos Mestres com carinho


“Você entende o que está lendo? Como posso entender, se ninguém me explica?”
( At 8, 30-31)

Caros Mestres,

Hoje a minha prece, ao Bom Deus, é dedicada a vocês. Que são fundamentais para a transformação de qualquer realidade, Os educadores são, por sua vez, pessoas que não só apenas transmitem o conhecimento sobre determinada arte, ciência, técnica e etc. Mas, acima de tudo, aqueles que nos ensinam a buscá-lo. É neste sentido que podemos afirmar que “o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende”, com nos lembra Paulo Freire. O educador Freire nos diz, ainda, que “a alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. Diante de tais afirmações não podemos deixar de observar o Quanto é bela fundamental a profissão do educador!

Assim, venho por meio desta, homenagear e agradecer a vocês, caros professores e professoras, que fizeram parte de minha vida e que ajudaram a transformar a minha realidade, as palavras são poucas, embora tenha aprendido muitas com vocês, para expressar o que os vocês significam para mim.
Na pessoa destas professoras e professores, que citarei, agradeço a todos os que contribuíram para minha formação acadêmica, profissional e humana.

Na pessoa da professora Suzênia, aos professores do ensino infantil; na pessoa da professora Cascia Regina, agradeço a todos os professores do ensino fundamental; na pessoa da professora Margarete Rafael agradeço a todos os professores do ensino médio, na pessoa da professora Vânia Dutra de Azeredo a todos os professores do curso de Filosofia, na pessoa do professor Nei de Oliveira Preto a todos os professores do curso de teologia; e na pessoa das professoras: Aldema Menini e Rosana Zucolo a todos os que me ensinam muito sobre a vida e sobre o que significa uma verdadeira amizade. A vocês o meu abraço, meu carinho, gratidão, afeto e orações!

Citando Paulo Freire, mais uma vez, compartilho de vossas dificuldades no exercício da profissão. Compreendo e concordo quando ele aponta que: “ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho”.

Diante de tal realidade celebrar o dia 15 de outubro, dia do Professor da Professora, é também “um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.

Um grande abraço a todos vós! E que o Bom Mestre vos Abençoe, vos ilumine e vos guarde sempre!


Antonio Alves, o aluno de sempre! 

domingo, 13 de outubro de 2013

Meus 26 Anos de Idade!

Hoje quero agradecer pelo dom da minha Vida! Primeiramente agradeço ao Bom Deus por todos os bens que recebi, nestes 26 anos, desde o primeiro momento da minha vida até hoje. Quanta bondade! Quanto cuidado! Quantas maravilhas! Quanto Amor para com este pobre servo! Diante de tão grande Bondade é que muitas vezes faço a mesma pergunta presente no Salmo 8, parafraseando: “Quem sou eu, ó meu Deus, para ser assim servido por Vós em todo o tempo, em todas as coisas, com tanto cuidado, carinho e amor?”
Quero agradecer a todos os meus Amigos e Amigas e a todas as pessoas que lembram desta data tão importante em minha vida, meu aniversário.  Obrigado pelas felicitações, saibam todos que foi muito significativo, para mim, receber sua mensagem no facebook, seu SMS, sua ligação, seu abraço, sua bênção e, principalmente, sua oração. Que o Bom Deus os abençoe e vos retribua em dobro tudo o que me desejaram!
Em data como esta cabe lembrar, ainda, o que nos diz a Sagrada Escritura: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção; quem o encontrou, descobriu um tesouro. Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor”. Muito Obrigado Amigos e Amigas, pessoas especiais, verdadeiros tesouros em minha vida! 
Finalizo com uma bênção que gosto muito. A ofereço a todos vós:  “Que o caminho seja brando aos teus pés, o vento sopre leve em teus ombros. Que o sol brilhe em tua face, que as chuvas caiam serenas em teus campos. E até que de novo eu te veja, Deus te guarde na palma de sua mão”.  
Que Maria, a Mãe Aparecida, os proteja com seu manto carinhoso e interceda a seu Filho pela felicidade de tod@s. Um grande abraço e fiquem com Deus!

Antonio Alves

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Dia Nacional da Juventude na Arquidiocese de Campinas

                                      

A Juventude de nossa Arquidiocese de Campinas se prepara para celebrar o Dia Nacional da Juventude (DNJ), no próximo  dia 20 de outubro, no Centro Esportivo de Sumaré-SP,  R. Sebastião Raposeiro Junior, 261, a partir das 08h00.  Com o tema: Juventude e Missão e o lema: “Jovem: levante-se, seja fermento!”  Será o dia da nossa juventude mostrar o rosto jovem da Igreja.
Teremos uma programação muito rica pensada especialmente para toda a nossa Juventude. Iniciando-se com Celebração Eucarística, depois teremos  rodas de bate papo e partilha sobre a JMJ e também as tradicionais oficinas culturais e reflexivas  que caracterizam o DNJ e muito mais...
Objetivo do DNJ 2013
Considerando que 2013 está sendo o ANO DA JUVENTUDE, ou seja, um ano privilegiado para a nossa Juventude, lembramos dos grandes eventos que reuniu e refletiu sobre a realidade juvenil. A Campanha da Fraternidade (CF) com o tema: “Fraternidade e Juventude” e o lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Também lembramos da Jornada Mundial a Juventude( JMJ)  que aconteceu no Rio de Janeiro - Brasil com o tema: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” ( Mt 28, 19). Neste sentido o Dia Nacional da Juventude se apresenta como uma oportunidade para fortalecer o processo de acompanhamento  dos jovens e, também, para não deixar as coisas desanimarem com o encerramento destes eventos. Portanto o DNJ 2013 desafia a toda Igreja Jovem do Brasil a assumir o compromisso missionário, daí a escolha do tema para este ano: Juventude e Missão e do lema: “Jovem: levante-se, seja fermento!”
A proposta de se celebrar o DNJ vem desde o ano de 1985, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) delegou à Pastoral da Juventude como animadora deste evento. Contudo, hoje todas as expressões de juventude ( Pastorais e Movimentos) são convocadas à participar efetivamente do DNJ, por isso é pensado e organizado pela Área Juventude de nossa Arquidiocese.  Jovem, não deixe de participar, pois você é o principal protagonista deste dia!

Antonio Alves

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O trem das Ceb´s, a caminho de Juazeiro do Norte, rumo ao 13º Intereclesial


Os delegados e delegadas das comunidades eclesiais de base, de todo o Brasil, se preparam para celebrar a grande festa do 13º encontro Intereclesial das Ceb´s, em Juazeiro do Norte, diocese do Crato, no Ceará.  Terra do Pe. Cícero, do Pe. Ibiapina e de tantos e tantas mártires da caminhada. Acontecerá entre os dias 07 a 11 de Janeiro de 2014. É com muita alegria que eu, também, embarco neste trem!
Esta festa das Ceb´s, é um encontro que reúne delegados e delegadas das comunidades eclesiais de base, vindos de todas as partes do Brasil, também, de muitos países da América Latina e do mundo. Trata-se de um encontro para celebrar e avaliar a caminhada.  Por sua vez, é a oportunidade de envolver as dioceses do país e representantes de outras igrejas para uma grande comunhão e festa. Além disso, os Intereclesiais cumprem a finalidade de ser memória viva da caminhada da Igreja.
Os encontros Intereclesiais são representados por um trem, das comunidades eclesiais de base, em cada vagão temos um encontro com suas lutas e vitórias. Até agora, foram realizados doze Intereclesiais, que faremos uma breve memória do local, ano e tema:
O trem das Ceb´s partiu de Vitória-ES em 1975. Com o tema: ‘Uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito de Deus’.
Tendo continuidade logo no ano seguinte, em 1976, também em Vitória-ES com tema: ‘Igreja, povo que caminha’.
Dois anos depois, em 1978, foi a vez de João Pessoa-PB, receber o trem das Ceb´s com o tema: ‘Igreja, povo que liberta’.
Em 1981 foi a vez da arquidiocese de Campinas-SP Receber o trem das Ceb´s. Aconteceu em Itaici, e o tem foi: ‘Igreja, povo oprimido que se organiza para a libertação’. Nesta festa ficamos conscientes de que as Ceb´s devem ser o lugar de vivência, aprofundamento e celebração da fé, mas também o lugar onde se confrontam vida e prática.
Em 1983 o trem prosseguiu para Canindé-CE,  lá o tema foi: ‘Igreja, povo unido, semente de uma nova sociedade’.
Em 1986 o trem chegou a Trindade - GO, lá o tema foi: ‘Ceb´s, Povo de Deus em busca da Terra Prometida’.
Em 1989 o trem das Ceb´s fez sua parada em Duque de Caxias-RJ, o tema foi: ‘Povo de Deus na América Latina a caminho da libertação’.
Em 1992 foi a vez de Santa Maria-RS, com o tema: ‘Povo de Deus renascendo das culturas oprimidas’.
Em 1997 o trem dirigiu-se à São Luis-MA, lá celebrou-se com o tema:‘Ceb´s: Vida e esperança nas massas’.
Em 2000 o trem partiu para Ilhéus-BA, lá o tema foi: ‘Ceb´s: Povo de Deus, 2000 anos de caminhada’.
 Em 2005 o trem foi para Ipatinga-MG, o tema abordado foi: ‘Ceb´s, Espiritualidade Libertadora, e o lema: 'Seguir Jesus no compromisso com os excluídos’.
Em 2009 foi a vez de Porto Velho-AM receber o 12º Intereclesial com  o tema: ‘Ceb´s, Ecologia e Missão’, e o lema ‘Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia’.
Agora o trem das Ceb´s segue para Juazeiro do Norte-CE, onde celebraremos esta grande festa das comunidades eclesiais de base com o tema: ‘Justiça e profecia a serviço da vida’, e lema: ‘Ceb´s, Romeiras do Reino no campo e na cidade’.
Este é o trem das comunidades eclesiais de base que vai rumo ao 13º Intereclesial, que iremos celebrar no coração alegre e forte do Nordeste. É a festa da vida e práxis das comunidades eclesiais. Este encontro é um momento de festa, pois ela é essencial à práxis. Na festa se elabora, se assimila e se vivencia a espiritualidade da práxis.
 Neste sentido o Intereclesial é, sem dúvida, uma releitura da práxis das Ceb´s, pela qual se revela o sentido que se vive e do que se espera. Esta festa das comunidades eclesiais de base é essencial, pois antes de tudo é a manifestação do mais profundo da vida de tanta gente sofrida, mas cheia de esperança, de sonhos e de fé.
Da nossa Sub-Região Pastoral CNBB Campinas, que abrange a Arquidiocese de Campinas, Diocese de Amparo, Bragança Paulista, Limeira, Piracicaba e São Carlos. Somos 53 delegados e delegadas que embarcaremos neste trem. Não somos os melhores, mas sim os enviados pelas comunidades eclesiais de base para ser instrumento vivo e eficaz de comunhão, sendo voz da vida da comunidade, e não simplesmente de sua experiência. No desejo de sermos verdadeiros  Discípulos-Missionários de Jesus Cristo e Testemunhas do Reino no serviço á comunidade e eremos a Juazeiro do Norte e pedimos que a Mãe das Dores e das Alegrias, ensine-nos a sermos fermento de justiça, de profecia e de esperança pascal. Proclamando a Boa Nova de seu filho, Jesus Cristo, sobretudo com a própria vida.



Antonio Alves

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI 
PARA O 47º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
«Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização»
Amados irmãos e irmãs,
Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam atualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.
Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.
O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.
A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação. Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).
O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interação humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.
A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afetiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.
A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.
Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da acção de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.
As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um fator de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efetiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interativo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).
No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem atual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contato inicial feito on line – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.
Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).
Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

BENEDICTUS PP. XVI

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Bom Pastor!



O Ressuscitado é o Bom Pastor

A festa da Páscoa, sob cuja luz ainda vivemos, prolonga seus ecos para dentro deste domingo, conhecido como o domingo do Bom Pastor, figura na qual se apresenta o Ressuscitado.
Para compreender a riqueza do pequeno texto do evangelho de hoje, temos que situá-lo no contexto do capítulo 10 de João.
O evangelista apresenta Jesus passeando pelo templo (23), na festa de sua consagração, quando é abordado pelas autoridades dos judeus, querendo saber se ele é verdadeiramente o Messias.
Para responder a essa pergunta, o evangelista volta a usar a alegoria do Bom Pastor com a qual tinha iniciado o capítulo.
Esta vez o que ressalta é a estreita relação entre o Pastor e as ovelhas, entre Jesus e seus discípulos e discípulas: "Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem".
O que está na origem é a palavra de Jesus, quem a acolhe, quem experimenta seu amor incondicional, se converte em seu amigo, amiga, seu seguidor/a.
Essa experiência de comunhão que os discípulos vivem com Jesus, desencadeia no seguimento dele, e é nesse seguimento que cresce a amizade e a intimidade com seu Mestre.
Como nós podemos viver essa relação com Jesus de Nazaré? O homem de carne e osso, com quem fisicamente se podia falar e a quem se podia escutar, a quem se podia ver e tocar, com quem se podia comer, já não existe; morreu há mais de dois mil anos!
No entanto, é possível viver uma relação real hoje, porque assim como é verdade que Jesus morreu, também é certo que ressuscitou. Está vivo!
O bom Pastor é o Ressuscitado: "O Deus da Paz, que ressuscitou a Jesus nosso Senhor, que é o pastor supremo das ovelhas..." (Hb 13, 20) continua fazendo ouvir sua voz, conhecendo por amor a cada um/a, através da ação do Espírito.
Como os primeiros amigos e amigas, cada cristão/ã de hoje e de todos os tempos pode viver uma relação direta, de intercâmbio pessoal, de conhecimento vivo de amor e amizade com Jesus (cfr.Jo 14, 13-15) .
O teólogo espanhol Queiruga expressa claramente esta igualdade de condição com os primeiros cristãos: "Como eles estamos privados da presença física de Jesus, morto na história, como eles, encontramo-nos situados na presença transcendente, mas real, do Ressuscitado... Como Cristo glorioso identificado com o Pai, o Nazareno tem agora um novo modo de existência; contudo, continua sendo o mesmo: com idêntico amor e idêntica ternura, com o mesmo cuidado e entrega".
Não vemos nem escutamos Cristo, mas na fé, sabemos que mais do que nunca está conosco! Iluminados pela sua ressurreição, somos convidados/as a viver como viveu Jesus antes de sua morte, sentindo-O como companhia viva, com quem convivemos e quem nos impulsiona a seguir seus passos no mundo de hoje.
Por isso, o seguimento de Jesus não é imitação, senão um estilo de vida que está interiormente impregnado dos sentimentos, pensamentos, atitudes de Jesus.
Essa é a obra do Espírito, que continua cobrindo com sua sombra a história para que homens e mulheres de todos os tempos façam presente, na sua fragilidade, o Emanuel, Deus conosco!
Essa é a vida eterna, que o Bom Pastor promete dar a seus amigos/as. É participar, já nesta terra, da comunhão com Ele e com seu Pai, porque aqueles que acolhem sua palavra serão morada do Pai, do Filho e do Espírito!
E essa vida de comunhão é mais forte que qualquer sofrimento, poder, e até da própria morte, como canta o apóstolo em sua carta aos romanos: "quem nos poderá separar do Amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?" (Rom 8,35).
Cientes desta certeza, os seguidores de Jesus sabiam também, que assumir a causa do Mestre como própria, colocaria em risco sua vida, (Jo 15,18).
E assim, ao longo da história, surgiram diferentes "lobos" para roubar, matar, destruir, e foram milhões as ovelhas que se converteram em pastores porque deram livremente sua vida em fidelidade ao Pai e ao seu projeto, alcançando, assim, para sempre a vida eterna, da qual tinham recebido as primícias nesta terra!
Por isso, não deixa de chamar a atenção que uma das primeiras pinturas cristãs, de que se tem notícia, e que se encontra numa catacumba romana, representa Jesus como o Pastor que carrega sobre seus ombros a ovelha sã e salva. A imagem expressa uma segurança e é garantia de uma alegria que nada, nem as perseguições, nem as maiores calamidades podem afetar.
Cada um/a de nós somos convidados/as a viver esta experiência de comunhão de Jesus com o Pai, a vida eterna. Desse modo, elevemos nosso olhar para Jesus Bom Pastor e deixemos que ele nos carregue sobre seus ombros. Só assim teremos forças para oferecer nossos ombros, nossa vida aos nossos irmãos e irmãs. Só assim seremos pastores como Jesus.

Oração: Rezemos com renovada e terna confiança o salmo do Bom Pastor


Fonte: Patriarcat Latin de Jerusalém (www.lpj.org)
Salmo 23
O Senhor é o meu pastor. Nada me falta.
Em verdes pastagens me faz repousar;
para fontes tranqüilas me conduz,
e restaura minhas forças.

Ele me guia por bons caminhos,
por causa do seu nome.
Embora eu caminhe por um vale tenebroso,
nenhum mal temerei, pois junto a mim estás;
teu bastão e teu cajado me deixam tranqüilo.
Diante de mim preparas a mesa,
à frente dos meus opressores;
unges minha cabeça com óleo,
e minha taça transborda.
Sim, felicidade e amor me acompanham
todos os dias da minha vida.
Minha morada é a casa do Senhor,
por dias sem fim.

Referências

KONINGS, Johan. Espírito e Mensagem da liturgia dominical. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia, 1981.
QUEIRUGA, Andrés Torres Queiruga. Repensar a Ressurreição. São Paulo: Paulinas, 2004.
GIANI, María Cristina. Narrar a ressurreição na post-modernidade. Un estudo do pensamento de Andrés Queiruga. Cardernos de Teología Pública. IHU, ano VI, nº 45, 2009. Disponível em http://bit.ly/14o9mJx. Acesso em: 19 de março 2013.

http://www.ihu.unisinos.br/espiritualidade/comentario-evangelho/500042-quarto-domingo-da-pascoa-evangelho-de-joao-10-27-30

Dia d@ índi@, nosso dia!



É fato, que a cada dia que passa vamos deixando cair no esquecimento, de nossa memória, datas que foram significativas para nossos antepassado. Mesmo que, num primeiro momento, as versões sejam contadas a partir do lado dos vencedores elas são significativas. A realidade aponta que já não nos esforçamos muito para lembrar nem as datas de aniversários de parentes e amig@s, pois temos o facebook e alguns aplicativos que nos mandam lembretes por e-mail ou sms. Se isto está acontecendo com datas tão especiais, a celebração da vida de uma pessoa, por que não aconteceria com datas que marcam as lutas e conquistas de tantos povos e gentes?
Aponto, esta problemática, pois quase que aconteceria, comigo hoje, de chegar ao ponto de passar o dia 19 de abril sem recordar o dia do índio, depois de tantos anos, na infância, onde eu chegava da escola com a cara pintada. Hoje, já adulto, com uma compreensão maior, mesmo que não total, do que significa celebrar uma data, escrevo como forma de solidariedade com os povos indígenas de “natureza e identidade”, do qual todos nós fazemos parte, de certo modo, por conta da miscigenação presente na essência de tod@ brasileir@. Sendo assim, justifico aqui o título desta humilde reflexão: “Dia do índio, nosso dia!”
Recordo, ainda, a tod@s que celebrar uma data significa, de certo modo, aderir as lutas e bandeiras que justificam esta data significativa para aquela gente ou aquele povo. Sendo assim, não poderíamos passar este dia 19 de abril de 2013 sem lembrar das lutas, que ainda hoje, enfrentam nossos irmãos indígenas, de modo particular, lembro dos povos: Kaiová e Guarani, que estiveram na pauta de discursões em meses passados. É evidente que não podemos nos esquecer de tantas outras tribos, do Brasil e de países vizinhos, que sofrem descaso tanto da parte do Estado, como de grande parte da Sociedade, e desta forma não tem os seus direitos respeitados.
Para finalizar, esta simples reflexão sobre o dia do índi@, justifico meu texto dizendo que ao escrever estas linhas tenho um grande desejo de me solidarizar com as lutas dos povos indígenas, que também é minha gente, lembro, ainda, que a minha bisavó era índia de um dos grupos indígenas presentes em minha região, na Bahia: Pataxó, Pataxó-hã-hã-hãe, Quiriri e o extinto Camacã. Portanto, acredito que para celebrarmos o dia do índi@, com coerência, é necessário deixarmos reviver @ índi@ que há em cada um de nós, isto não significa que devemos viver como @s índi@s, pois não passaria de um teatro ou uma repetição de nossa atitude na infância, a cara pintada e a pena na mão. Mas, que não sejamos indiferentes com as suas lutas para que assim, realmente, tod@s sejam comtemplados com a promessa da Boa Nova de Jesus Cristo: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (Jo 10, 10).

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dia Nacional do Amig@!

Meus Car@s,
Quero neste dia 18 de Abril, no qual aqui nos Brasil celebramos o Dia d@ Amig@, manifestar a minha gratidão a todas aquelas pessoas que fazem a minha vida ainda melhor, meus amig@s! Agradeço ao Bom Deus pela nossa amizade. Sabemos que “Um amig@ é presente de Deus para guardar sempre no coração” e cada dia que passa tenho mais certeza disso, ou seja, de que a vida sem vocês é como o céu sem  a Lua e a Estrelas, pois sem vós meus dias ficariam mais escuros e tristes. Assumindo o que a Palavra de Deus nos diz eu afirmo: “chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer”( Jo 15,15). No desejo que que realmente nos conheçamos verdadeiramente, cada vez mais, desejo a vocês: Meus 1.309 Amig@s do Facebook, da lista de E-mail e de maneira especial aqueles que transcendem a relação virtual, Um Feliz e Abençoado Dia Nacional do Amig@! Que o Bom Deus Abençoe sempre a nossa Amizade. Um grande abraço Fraterno!!!
 
Antonio Alves

domingo, 14 de abril de 2013

A Semana da Cidadania 2013: “Juventude: vidas pela vida”

 
 
A Semana da Cidadania (SdC) ocorre todos os anos, desde 1996 durante os dias 14 a 21 de abril e enfatiza a dimensão sociopolítica como parte do processo de formação integral promovido pelas Pastorais da Juventude do Brasil (PJ, PJE, PJMP e PJR), juntamente com os Centros e Institutos de Juventude, sendo uma de suas três Atividades Permanentes e atividade oficial da Igreja no Brasil.
É uma ação do discipulado missionário de milhares de grupos de jovens e militantes organizados como Igreja nas comunidades, nas escolas, nos meios populares e nas comunidades rurais. É o exercício do anúncio evangélico de vida plena; anúncio engajado na realidade concreta dos sujeitos jovens, comprometido com a reparação das injustiças e com a construção da igualdade social, como sinais do Reino de Deus.
A Semana da Cidadania constitui parte de nosso compromisso apostólico de anunciar e construir vida plena. É um espaço para a convocação de novos grupos de jovens e para despertar para a vida comunitária e é nossa oportunidade, como jovens, de compor a história da construção dos nossos direitos.
Com a proposta de lutar pela vida da juventude e enfatizar a necessidade deste diálogo, é que neste ano de 2013 a Semana da Cidadania abordará a temática Juventude: vidas pela vida” inspirada pelo lema Pastorais da Juventude contra a redução da maioridade penal”.
A defesa da vida da juventude sempre foi pauta dos trabalhos e ações desenvolvidas pelas Pastorais da Juventude, por isso, neste ano em que a Campanha da Fraternidade trabalhou como tema: Fraternidade e Juventude queremos evidenciar ainda mais a defesa da vida, dizendo não à redução da maioridade penal, por entendermos que esta mudança na lei permitirá que mais vidas sejam comprometidas em sua formação integral.
A sociedade, por conta do aumento da participação de adolescentes e jovens em delitos e crimes noticiados diariamente acaba por acreditar que esta proposta responderá a este problema social. Porém, entendemos que somente com a efetivação das políticas públicas, melhorias no acesso à educação, à saúde, ao emprego, ao lazer, etc, permitirão a mudança tão sonhada nos índices de criminalidade que envolve a juventude. Seguindo ao Cristo Jovem, que não temeu os doutores da Lei, também nós, jovens das Pastorais da Juventude, não tememos em dizer que somos contra a redução da maioridade penal.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama


 
Acompanhar o sofrimento de algumas mulheres, que sofrem com o mal do Câncer de Mama, me fez escrever, neste Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, este pequeno texto, como forma de solidariedade para com todas estas guerreiras!!!
A Palavra de Deus, no trecho 1Cor 3, 16-17, nos lembra a importância de cuidarmos do corpo compreendido como templo de do Próprio Deus. A Carta afirma o seguinte: “Vocês não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo, e esse templo são vocês”. E considerando que: “O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira e consiste no desenvolvimento anormal das células da mama, que multiplicam-se repetidamente até formarem um tumor maligno”. Aproveito o objetivo desta data, 08 de Abril, para lembrar as queridas mulheres, que hoje é Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, por isso , cuide-se não apenas para reafirmar a ideia de um culto exagerado do corpo, mas tendo em mente que o nosso corpo é templo de Deus e necessita de cuidados. Lembro ainda que a  saúde é nosso maior bem, desta forma, prevenir é a melhor solução! Um grande abraço a todas as Mulheres que sofrem com o mal do câncer!
Antonio Alves

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

 
 
Hoje, dia 02 de Abril, celebramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, somos convocados, nesta data e todos os dias, a acabarmos com o todos os tipos de preconceitos. O Ser Humano é um ser complexo, por isso precisamos tomar co...nsciência de que há várias maneiras de se ensinar e de se aprender e que viver com o diferente é possível, basta um pouco mais de Amor e Paciência. Meus Caros, como sabemos, “O autismo é uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização, ou seja, capacidade de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente”. Diante desta informação, para melhor lidarmos com esta questão do Autismo, acredito que seja necessário considerarmos a seguinte afirmação: “Ensina-me de várias maneiras pois sou capaz de aprender”. Que Deus abençoa a todos os que sofrem com esteTranstorno Global do Desenvolvimento.
Um abraço muito especial a tod@s os Autistas e seus familiares!!!
 
Antonio Alves

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Amigo e Amiga é família que se escolhe!!!

Amigos e Amigas é a família que o Bom Deus nos permite escolher. O verdadeiro Amigo é aquele que “aceita o outro com todos os seus defeitos, confia nele e se sente responsável pelo seu bem estar e Felicidade. Amigo é como a luz, que nos fa...z descobrir novos horizontes”. Diante destes pressupostos, nos afirma a Palavra de Deus no livro do Eclesiástico: “Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura” (6, 14-16). Frente a estas afirmações, meus amigos: Ivan Cazita Evangelista e Adriana Macatão, quero dizer-vos que a vossa amizade é muito cara para mim, sou feliz por ter vcs como amigos! Foi muito bom o nosso encontro, rápido mais intenso e especial! Peço que o Bom Deus, nosso Maior Amigo, abençoe cada vez mais nossa amizade e nosso amor fraterno. Um grande abraço e felicidades para vcs!!!
Do amigo de sempre: Antonio Alves.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Homilia do Santo Padre Francisco na Santa Missa Crismal

Apresentamos a homilia do Santo Padre Francisco na Santa Missa Crismal celebrada na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira, 28 de março  de 2013.

Amados irmãos e irmãs,
Com alegria, celebro pela primeira vez a Missa Crismal como Bispo de Roma. Saúdo com afeto a todos vós, especialmente aos amados sacerdotes que hoje recordam, como eu, o dia da Ordenação.
As Leituras e o Salmo falam-nos dos «Ungidos»: o Servo de Javé referido por Isaías, o rei David e Jesus nosso Senhor. Nos três, aparece um dado comum: a unção recebida destina-se ao povo fiel de Deus, de quem são servidores; a sua unção «é para» os pobres, os presos, os oprimidos… Uma imagem muito bela desse “ser para” do santo crisma é a do Salmo 133: «É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça, a escorrer pela barba, a barba de Aarão, a escorrer até à orla das suas vestes» (v. 2). Este óleo derramado, que escorre pela barba de Aarão até à orla das suas vestes, é imagem da unção sacerdotal, que, por intermédio do Ungido, chega até aos confins do universo representado nas vestes.
As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ônix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula atual: seis sobre a pedra do ombro direito e seis na do ombro esquerdo (cf. Ex 28, 6-14). Também no peitoral estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (cf. Ex 28, 21). Isto significa que o sacerdote celebra levando sobre os ombros o povo que lhe está confiado e tendo os seus nomes gravados no coração. Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo.
Depois da beleza de tudo o que é litúrgico – que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado –, fixemos agora o olhar na ação. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfuma a sua pessoa, mas espalha-se e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo.
O bom sacerdote reconhece-se pelo modo como é ungido o seu povo; temos aqui uma prova clara. Nota-se quando o nosso povo é ungido com óleo da alegria; por exemplo, quando sai da Missa com o rosto de quem recebeu uma boa notícia. O nosso povo gosta do Evangelho quando é pregado com unção, quando o Evangelho que pregamos chega ao seu dia a dia, quando escorre como o óleo de Aarão até às bordas da realidade, quando ilumina as situações extremas, «as periferias» onde o povo fiel está mais exposto à invasão daqueles que querem saquear a sua fé. As pessoas agradecem-nos porque sentem que rezamos a partir das realidades da sua vida de todos os dias, as suas penas e alegrias, as suas angústias e esperanças. E, quando sentem que, através de nós, lhes chega o perfume do Ungido, de Cristo, animam-se a confiar-nos tudo o que elas querem que chegue ao Senhor: «Reze por mim, padre, porque tenho este problema», «abençoe-me, padre», «reze para mim»… Estas confidências são o sinal de que a unção chegou à orla do manto, porque é transformada em súplica – súplica do Povo de Deus. Quando estamos nesta relação com Deus e com o seu Povo e a graça passa através de nós, então somos sacerdotes, mediadores entre Deus e os homens. O que pretendo sublinhar é que devemos reavivar sempre a graça, para intuirmos, em cada pedido – por vezes inoportuno, puramente material ou mesmo banal (mas só aparentemente!) –, o desejo que tem o nosso povo de ser ungido com o óleo perfumado, porque sabe que nós o possuímos. Intuir e sentir, como o Senhor sentiu a angústia permeada de esperança da hemorroíssa quando ela Lhe tocou a fímbria do manto. Este instante de Jesus, no meio das pessoas que O rodeavam por todos os lados, encarna toda a beleza de Aarão revestido sacerdotalmente e com o óleo que escorre pelas suas vestes. É uma beleza escondida, que brilha apenas para aqueles olhos cheios de fé da mulher atormentada com as perdas de sangue. Os próprios discípulos – futuros sacerdotes – não conseguem ver, não compreendem: na «periferia existencial», vêem apenas a superficialidade duma multidão que aperta Jesus de todos os lados quase O sufocando (cf. Lc 8, 42). Ao contrário, o Senhor sente a força da unção divina que chega às bordas do seu manto.
É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se ativa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.
O sacerdote, que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo «nada», porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor «já receberam a sua recompensa». É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o «cheiro das ovelhas» – isto vo-lo peço: sede pastores com o «cheiro das ovelhas», que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. É verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. É um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo atual onde vale só a unção – não a função – e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome d’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus.
Amados fiéis, permanecei unidos aos vossos sacerdotes com o afeto e a oração, para que sejam sempre Pastores segundo o coração de Deus.
Amados sacerdotes, Deus Pai renove em nós o Espírito de Santidade com que fomos ungidos, o renove no nosso coração de tal modo que a unção chegue a todos, mesmo nas «periferias» onde o nosso povo fiel mais a aguarda e aprecia. Que o nosso povo sinta que somos discípulos do Senhor, sinta que estamos revestidos com os seus nomes e não procuramos outra identidade; e que ele possa receber, através das nossas palavras e obras, este óleo da alegria que nos veio trazer Jesus, o Ungido. Amém!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia Mundial da Água


Hoje, 22 de Março, celebramos o Dia Mundial da Água, bem mais precioso para toda a Criação Divina.  Esta data nos convida a uma reflexão sobre os diversos temas, e problemáticas, relacionados a este importante bem natural, que se torna cada vez mais escasso deixando, assim, de ser aquilo que nossa fé nos ensina:"a Água é a fonte da Vida!" Portanto, celebrar o Dia Mundial da Água nos lembra que precisamos tomar atitudes, concretas, em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia da mesma e, também, para que tod@s tenham acesso a este bem precioso e desta forma tenham Vida!

Antonio Alves