terça-feira, 5 de julho de 2011

Maria: modelo de catequista


Maria é uma figura importantíssima no Evangelho. É apresentada como aquela que ouviu de maneira exemplar a palavra de Deus, como a serva do Senhor que diz “sim” à sua palavra, como a cheia de graça que de si mesma nada é, mas que é tudo por bondade de Deus. Assim ela é modelo original de catequista que se abrem a Deus e se deixam enriquecer por ele, o modelo original da comunidade que crê. A piedade cristã genuína sempre mostra algum traço mariano. Maria constitui um modelo essencial para a realização da existência cristã.
O significado e a importância da devoção mariana residem em sua capacidade de estabelecer a relação com Deus. A piedade mariana só é existencial e pastoralmente válida se estiver orientada para Cristo. A verdadeira espiritualidade mariana não consiste tanto em rezar a Maria, mas em rezar como Maria. A reflexão sobre a Virgem Mãe do Senhor começa já no Novo Testamento. Pode-se ver isso desde o começo: não é possível delinear a imagem de Cristo sem inserir ali também sua primeira catequista, ou seja, sua Mãe.
Portanto, o primeiro motivo para falar de Maria é a sua relação com Cristo. A nossa Salvação consiste na comunhão com o Deus trino, comunhão que lhe é concedida através do encontro existencial com Jesus Cristo. Por isso, a salvação é sempre a Salvação em Cristo. E a Mãe do Senhor constitui importante ponto de referência neste empreendimento. Esteve unida a ele de maneira única não só no plano biológico, mas também no plano espiritual, religioso e existencial. Por este motivo todo aquele que em seu espírito, em sua espiritualidade e conduta prática se aproxima o máximo possível de Maria, também se encontra numa estreita relação com Cristo e se coloca no caminho que nos conduz ao Deus uno e trino, nossa vida. Meus irmãos e minhas irmãs, Maria não é a meta da existência cristã, mas seu modelo, e neste sentido é insubstituível.

Antonio Alves

Nenhum comentário:

Postar um comentário