quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A NOVELA DE JOSÉ

NOVELAS  BÍBLICAS

Novela Bíblica é um gênero literário que faz a narrativa de textos da Bíblia. O tempo da novela é o passado. Esta espécie de gênero apresenta um enredo com início, meio e fim e, como toda novela, geralmente mostra um final feliz!
Segundo Cássio Murilo,  a novela bíblica: “parte de uma série de outros acontecimentos. Não são acontecimentos públicos, mas fatos da vida pessoal e privada de um personagem, seus sentimentos e reações. A trama se desenvolve em três tempos: Inicia-se com uma situação de conflito ou tensão; se desenvolve com o desdobramento do conflito, que se agrava; e termina com a resolução do conflito, o desenlace final"
Nas Sagradas Escrituras, especificamente no Primeiro Testamento, encontramos seis novelas a  de José do Egito, de Rute, de Tobias, de Judite, de Ester e, por fim, a de Jonas.

A HISTÓRIA DE JOSÉ

O livro do Gênesis está dividido em quatro partes, principais, a saber: Ciclo de Abraão, Ciclo de Jacó, Ciclo de Isaac e a história de José. Diante desta estrutura a narrativa de José serve de ligação entre a história de Abraão e a história de Moisés.
Nesta história temos um drama que envolve Judá, representando o Reino do Sul, e José que se apresenta como principal representante do Reino do Norte.

A NARRATIVA

  Gênesis  37.
2 Segue aqui a história dos descendentes de Jacó. Quando tinha dezessete anos, José apascentava as ovelhas com os irmãos, como ajudante dos filhos de Bala e Zelfa, mulheres de seu pai. E José falou ao pai da péssima fama deles. 3 Ora, Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice; e por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas compridas. 4 Os irmãos, percebendo que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não podiam falar-lhe pacificamente. 5 Ora, José teve um sonho e contou-o aos irmãos, que o ficaram odiando ainda mais. 6  Disse-lhes ele: “Escutai o sonho que tive: 7 Estávamos no campo atando feixes de trigo. De repente o meu feixe se levantou e ficou de pé, enquanto os vossos o cercaram e se prostraram diante do meu”.          8 Os irmãos lhe disseram: “Será que irás mesmo reinar sobre nós e dominar-nos?” E odiavam-no mais ainda por causa de seus sonhos e de suas palavras. 9 José teve ainda outro sonho, que contou aos irmãos. “Tive outro sonho”, disse, “e vi que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante de mim”. 10 Quando contou o sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu, dizendo: “Que sonho é esse que sonhaste? Acaso vamos prostrar-nos por terra diante de ti, eu, tua mãe e teus irmãos?” 11 Os irmãos o invejavam, mas o pai guardou o assunto. 12 Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar os rebanhos do pai em Siquém, 13 Israel disse a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem! Vou enviar-te a eles”. Ele respondeu-lhe: “Aqui estou”. 14 Disse-lhe Israel: “Vai ver se teus irmãos e os rebanhos estão passando bem e traze-me notícias”. Assim o enviou do vale de Hebron, e José chegou a Siquém. 15 Um homem o encontrou vagando pelo campo e perguntou: “Que procuras?”  16 Ele respondeu: ““Estou procurando meus irmãos. Dize-me, por favor, onde estão apascentando”. 17 O homem respondeu: “Eles foram embora daqui, pois os ouvi dizer: ‘Vamos para Dotain’”. José foi à procura dos irmãos e encontrou-os em Dotain. 18 Eles, porém, tendo-o o visto de longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19 Disseram uns aos outros: “Aí vem o sonhador! 20 Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna. Depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21 Rúben, porém, ouvindo isto, tentou livrá-lo de suas mãos e disse: “Não lhe tiremos a vida!”      22 E acrescentou: “Não derrameis sangue. Lançai-o naquela cisterna no deserto, mas não levanteis a mão contra ele”. Dizia isso porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23 Assim que José se aproximou dos irmãos, estes o despojaram da túnica, a túnica de mangas compridas que trazia, 24 agarraram-no e o lançaram numa cisterna que estava sem água.         25 Depois sentaram-se para comer.  Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26 E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o crime? 27 É melhor vendê-lo a esses ismaelitas. Não levantemos contra ele nossa mão, pois ele é nosso irmão, nossa carne”. E os irmãos concordaram. 28 Ao passarem os comerciantes madianitas, os irmãos tiraram José da cisterna e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas, que o levaram para o Egito. 29 Quando Rúben voltou à cisterna e não encontrou José, rasgou as vestes de dor. 30 Voltando para junto dos irmãos disse: “O menino sumiu! E eu, para onde irei agora?” 31 Então os irmãos tomaram a túnica de mangas compridas de José, mataram um cabrito e, embebendo-a de sangue, 32 mandaram levar a túnica para o pai, dizendo: “Encontramos isso. Examina para ver se é ou não a túnica de teu filho”. 33 Jacó reconheceu-a e disse: “É a túnica de meu filho. Um animal feroz devorou José, estraçalhou-o por inteiro”. 34 Jacó rasgou as vestes de dor, vestiu-se de luto e chorou a morte do filho por muitos dias. 35 Todos os filhos e filhas vinham consolá-lo, mas ele recusava qualquer consolo, dizendo: “Em prantos descerei até meu filho no reino dos mortos”. Assim o chorava o pai. 36 Entretanto, os madianitas venderam José no Egito a Putifar, ministro do faraó e chefe da guarda”.

PROBLEMAS DO TEXTO

Quem vendeu José?
Rubem (Gn 37, 21-22) ou Judá ( Gn 37, 26-27).
Para quem José foi vendido?
Ismaelitas (Gn 37, 25.28) ou Midianitas ( Gn 37, 28.36).
José foi vendido ou foi raptado?
Nenhum dos irmãos sabe o que se passou com José, Rubem quis salvar o irmão e Judá quis vende-lo. Os Midianitas prenderam José e o venderam aos Ismaelitas.

SOLUÇÕES PARA A DUALIDADE

O relator atual juntou duas versões paralelas. Na primeira, Rubem é o ator principal e decide salvar José ( Gn 37, 21- 22). Então, chega os Midianitas e o levam para o Egito ( Gn 37, 28 a).  Já na segunda, somente Judá intervém. Ele propõe vender o irmão aos Ismaelitas ( Gn 37, 26-27).
A história de José é bastante contraditória, por isso, ainda ficam algumas interrogações  sem respostas:  As duas versões, Judá e Rubem, são completas? É possível datar e saber qual a mais antiga? Havia somente uma versão completa, nela  foram  acrescentados alguns dados?
Diante destes questionamentos encontramos na história de José  em  Gênesis  37 uma dualidade de acontecimentos que são contraditórios. Com disso podemos afirmar que não é obra de um único autor. São duas versões que foram juntadas pelo redator e se não prestarmos atenção, durante a leitura, passamos despercebidos diante destes episódios contraditórios que foram questionados.

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DA CNBB.
DIAS DA SILVA, Cássio Murilo. Metodologia de Exegese Bíblica. São Paulo, Paulinas, 2000.
SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco: Chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2003.

sábado, 10 de setembro de 2011

A melhor coisa do mundo é ter amig@s!


A melhor coisa do mundo é ter amig@s!

Olá gente amiga,
a melhor coisa do mundo é ter amig@s, pessoas que realmente gosta de você como você é. Obrigado a todos que se consideram meus amigos!
Por isso agradeço ao Bom Deus por todos vocês os meus amigos e amigas e faço, todos os dias a seguinte prece: Abençoa Senhor meus amigos E minhas amigas e dá-lhes a paz Aqueles a quem ajudei Que eu ajude ainda mais Aqueles a quem magoei Que eu não magoe mais Saibamos deixar um no outro Uma saudade que faz bem Abençoa Senhor meus amigos E minhas amigas. Amém! Luzes que brilham juntas Velas que juntas queimam No altar da esperança Trilhos que juntos percorrem Os mesmos dormentes E vão terminar no mesmo lugar Aves que vão em bando Verso que segue verso Nas rimas da vida Barcos que singram os mares Até separados, mas sabem o porto Onde vão se encontrar São assim os amigos que a vida me deu Meus amigos e minhas amigas e eu! Gente que sonha junto, gente que brinca e briga E se zanga e perdoa Um sentimento forte mais forte que a morte Nos faz ser amigos no riso e na dor Vidas que fluem juntas, rios que não confluem Mas vão paralelos, aves que voam juntas E sabem que um dia, por força da vida não Mais se verão Resta apenas o sonho  Que a gente viveu Meus amigos e minhas amigas e eu!
Amigos um grande abraço, fiquem com Deus e que Ele abençoe vocês sempre!

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Antonio Alves